DICAS E DÚVIDAS

O leite materno é um alimento completo e contém TUDO de que o bebê necessita.

Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida da criança, sem oferecer água, chá ou outros alimentos.

Não existe leite fraco. Cada mãe produz o leite adequado para o seu filho.

Quanto mais o bebê sugar o peito, mais leite será produzido.

Não ofereça a chupeta para que o bebê pare de chorar. O choro é sua única forma de comunicação. Investigue a causa do choro e tente resolver o problema.

1. HÁBITOS ORAIS: CHUPETA, MAMADEIRA E DEDO
2. FISSURA MAMILAR
3. INGURGITAMENTO
4. CÓLICAS
5. ÁGUA PARA O BEBÊ
6. USANDO PEITO COMO CHUPETA
7. ALIMENTAÇÃO DA MÁE
8. AMAMENTAR FILHO DE OUTRA MÃE
9. CRIANÇA OBESA
10. EVACUAÇÃO DO BEBÊ
11. BEBÊ CHORA APÓS SER AMAMENTADO
12. AMAMENTAÇÃO DE GÊMEOS
13. SAPINHO
14. PARTICIPÁÇÃO DO PAI NO ALEITAMENTO
15. A FAMÍLIA E O ELEITAMENTO: CANSAÇO NO PÓS-PARTO
16. DICAS PARA UMA BOA NOITE DE SONO
17. ORDENHA E ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO
18. INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS


1. HÁBITOS ORAIS: CHUPETA, MAMADEIRA E DEDO

Dicas para interrupção de hábitos orais

  1. Retirar a chupeta e o dedo no momento em que a criança dormir.
  2. Evitar levar a chupeta e/ou mamadeira aos passeios.
  3. Retirar a chupeta/mamadeira durante as brincadeiras e para conversar.
  4. Realizar pequenos furos com uma agulha no bico da chupeta.
  5. Evite utilizar prendedores, panos e fraldas amarrados à chupeta.
  6. Procure reduzir o número de chupetas e mamadeiras que a criança possui.
  7. Ofereça trocar a mamadeira por copos coloridos e visualmente atraentes.
  8. Para a criança que toma mamadeira na posição sentada, aumente o furo do bico da mamadeira diariamente.
  9. Incentive a criança a tomar o leite sentada à mesa, junto dos familiares, usando um copo.
  10. Solicite à criança retirar da boca o dedo, a mamadeira ou a chupeta quando quiser falar com você, explicando à ela que, caso contrário, você não consegue compreendê-la.
  11. Avisar a criança de que quando a chupeta ou a mamadeira que está sendo usada acabar, não será substituída.
  12. Motivar a criança quando ela não estiver praticando o hábito, brincando com ela, levando-a para passear, parabenizando-a, enfatizando o fato da criança ficar mais bonita quando não está com a chupeta ou mamadeira, etc.
  13. Distrair a criança com atividades que requerem o uso da fala (cantar, adivinhar nomes de objetos, etc.) e da mão (para as crianças que sugam o dedo ou roem unha: pintura, desenho, modelagem de massa, etc.).
  14. Mostrar que pessoas que ela admira não usam chupeta, mamadeira ou dedo, sem fazer comparações que humilhem a criança.
  15. Para as crianças que sugam o dedo ou roem unhas: pintar as unhas, colar adesivos, amarrar laços de fita, fazer desenhos com caneta hidrocor, etc.
  16. Oferecer às meninas um batom, estabelecendo a seguinte regra: quando estiver de batom, não deve sugar dedo, usar chupeta ou mamadeira ou roer unhas.
  17. Ofereça um brinquedo novo em troca da interrupção do hábito;
  18. Nos momentos de sono, quando há maior probabilidade da criança solicitar a chupeta e a mamadeira ou sugar o dedo, procure permanecer em sua presença até que ela adormeça. Vale segurar suas mãos, contar uma estória e oferecer um brinquedo para a criança segurar. Explique que você entende que esta fase de interrupção do hábito é difícil, mas que você estará sempre presente para ampará-la e que ela terá sucesso. No início do processo de interrupção do hábito, caso a criança ainda solicite a chupeta ou sugue o dedo para dormir, aguarde até que ela adormeça e remova a chupeta ou o dedo de sua boca.
  19. Usando linguagem apropriada para a faixa etária, explique para a criança que o bico da chupeta e da mamadeira acumulam bactérias, mesmo após terem sido lavadas e que, sob suas unhas, mesmo quando limpas, ainda há microorganismos.
  20. Durante o processo de transição entre a mamadeira e o copo, incentive a participação da criança na preparação de vitaminados ou shakes, utilizando frutas, iogurtes ou sorvetes, a fim de deixar o leite mais saboroso, com uma apresentação atraente.

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2. FISSURA MAMILAR


Informações em atualização, aguarde!

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3. INGURGITAMENTO

Minha mama está endurecida e cheia. O bebê nem consegue sugar.

Este quadro é chamado de ingurgitamento. A ocorrência deste problema de mama é comum nas primeiras semanas de vida da criança, pois o organismo da mãe determina uma produção excessiva de leite a fim de garantir alimento suficiente ao bebê. Como o bebê não consegue mamar todo o leite produzido, há o acúmulo do mesmo nas ampolas lactíferas (reservatórios de leite na mama).

As medidas de prevenção e tratamento desta alteração são as mesmas: retirar um pouco de leite antes de cada mamada ou quando a mama estiver muito cheia. Iniciar o procedimento com a massagem das mamas, realizando movimentos circulares com a ponta dos dedos e, em seguida, fazer a ordenha. Esta medida fará com que o peito fique mais maleável e com o mamilo protruído, facilitando a pega.

A ordenha manual é mais indicada do que a realizada com bombas. Na ordenha manual, há a compressão das ampolas lactíferas onde o leite está acumulado. As bombas fazem apenas sucção negativa, fracassando na remoção do leite e aumentando o risco de ocorrência de fissuras mamilares.

Quando o ingurgitamento não é tratado, o processo pode evoluir para um quadro de mastite. Neste estágio, apenas os procedimentos de massagem e ordenha não são suficientes para resolver o problema. A mãe deve procurar um médico para que a extensão do processo inflamatório seja avaliada. Na maioria dos casos, é indicada a prescrição de analgésico e antibiótico (desde que seja compatível com a amamentação natural). Se a mastite não for tratada, pode desenvolver um abscesso, o qual deve ser tratado com procedimento cirúrgico. É muito importante procurar um profissional que incentive a manutenção da amamentação natural durante o tratamento destes problemas de mama.

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4. CÓLICAS

O que devo fazer para diminuir as cólicas de meu bebê?

As cólicas são mais intensas no 1° e no 2° mês de vida do bebê e, normalmente, aparecem de 01 a 02 horas após a mamada. Verifique se a criança não está engolindo ar durante as mamadas, que acontece devido à pega incorreta da mama. Outra causa de cólicas é mamar somente o leite do início da mamada, que contém uma maior quantidade de lactose que fermenta e favorece a formação de gases. Geralmente, os pais se desesperam e introduzem outros alimentos, tais como chás com açúcar ou mel. Entretanto, estes alimentos só pioram as cólicas pois também fermentam. A cólica não é motivo para se preocupar pois ela é própria da idade, devido ao aparelho digestivo estar iniciando o seu funcionamento.

Sintomas mais comuns da cólica:

  • Choro intenso
  • Contração das pernas
  • Vermelhidão do rosto e caretas
  • Inquietação do bebê

1.Como prevenir as cólicas do bebê?

  • Colocar o bebê para arrotar após cada mamada;
  • Ao embalar o bebê, evitar fazer movimentos muito intensos;
  • Identificar quais alimentos ingeridos pela mãe aumentam a ocorrência de cólicas nos bebês;
  • Massagear a barriga do bebê: com as mãos aquecidas, fazer movimentos circulares na barriga do bebê durante 2 minutos, de 4 a 5 vezes por dia;
  • Fazer ginástica com as perninhas do bebê: movimentar as pernas do bebê como se ele estivesse pedalando uma bicicleta. Repetir o movimento 10 vezes com cada perna, alternando-as;
  • Fazer compressas quentes na barriga do bebê: colocar uma fralda aquecida (à ferro ou em água morna) ou bolsa com água morna sobre a barriga do bebê (por sobre a roupa) 3 a 4 vezes ao dia.

2.Como reduzir as cólicas no momento da crise?

Nos momentos das crises de cólicas, mantenha a calma! Transmita segurança para o bebê!

  • Colocar o bebê deitado de bruços (barriga para baixo) no seu antebraço ou sobre sua barriga, mantendo a barriga do bebê aquecida;
  • Fazer compressas quentes na barriga do bebê, tal como descrito acima;
  • A medicação, prescrita pelo médico, deverá ser oferecida somente quando todas as alternativas descritas acima tiverem sido utilizadas sem obter sucesso.
  • Não oferecer chás ou algum outro líquido, em especial aqueles contendo açúcar.

Não hesite em pedir ajuda!
Os profissionais do Cepae estão sempre à sua disposição!

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5. ÁGUA PARA O BEBÊ

Por que não devo oferecer água ao bebê antes dos seis meses de vida?

Até os seis meses, o bebê deve receber apenas o leite materno, pois em sua composição existe água suficiente para hidratar adequadamente o bebê.

O estômago do bebê é pequeno e a água pode ocupar um espaço que poderia ser ocupado por leite materno. Então a criança pode mamar menor quantidade de leite, deixando de receber os nutrientes que são realmente importantes para seu desenvolvimento. Isso também ocorre quando se oferece chá ao bebê.

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6. USANDO PEITO COMO CHUPETA

Meu filho faz meu peito de chupeta. O que devo fazer?

Todo o bebê tem uma necessidade de sucção, que é suprida com o ato da amamentação natural. Em muitos casos, devido ao fato do peito estar cheio, o bebê não precisa fazer muito esforço para sugar, pois recebe o leite com muita facilidade. Após alguns minutos, o bebê já recebeu a quantidade de leite suficiente para satisfazer suas necessidades nutricionais, mas ainda não supriu a necessidade fisiológica de sugar. Frente a isso, após a mamada, ele ainda precisa sugar, fazendo então, o peito de “chupeta”. Para evitar que isso aconteça, é importante que a mãe retire um pouco de leite antes de iniciar a mamada, caso seu peito esteja muito cheio. Assim, o bebê fará mais força para retirar o leite do peito, suprindo tanto a necessidade nutricional quanto à necessidade de sucção.

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7. ALIMENTAÇÃO DA MÁE

Posso comer todos os alimentos ou preciso fazer dieta durante a amamentação?

É natural que o apetite aumente durante o período de amamentação.

Não se preocupe! A maioria das mães precisa ingerir cerca de 500 calorias a mais todos os dias. As mães que ganham peso suficiente durante a gravidez precisam de menos calorias, já que podem utilizar a gordura corporal e outras fontes acumuladas durante a gravidez.

O importante é manter uma alimentação equilibrada, saudável e completa. Para isso é preciso ingerir alimentos energéticos (como arroz, pães e massas), construtores (todos os tipos de carnes e feijões) e reguladores (frutas e verduras). A amamentação também aumenta a necessidade de líquidos, por isso tome muita água e sucos, de preferência naturais.

Procure ingerir alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, sardinha, verduras verdes escuras) e ferro (carnes, cereais integrais, verduras verdes escuras), que são nutrientes importantes nesta fase.

Evite fazer uma refeição principal de digestão mais difícil, e faça várias refeições menores. Resista à tentação de substituir refeições por salgadinhos gordurosos ou alimentos açucarados como doces, bolachas e bolos. Apesar de terem muitas calorias não têm bons nutrientes.

Na produção do leite a mãe pode perder até 800 calorias por dia!! Por isso, não é o momento nem há razão para iniciar uma dieta. Ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, conseqüentemente, prejudicar a nutrição do bebê. E é claro que certos remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação. A mãe que amamenta deve lembrar sempre que essas substâncias podem ser transferidas para o leite materno e prejudicar o bebê.

Ainda não se sabe ao certo se alguns alimentos ingeridos pela mãe podem influenciar no aparecimento de cólicas nos bebês. Por isso, caso a mãe perceba que ao comer algum alimento diferente o bebê teve cólicas fortes, fique um tempo sem comer e depois consuma o mesmo alimento, para fazer um teste. Se a criança tiver cólicas fortes novamente, procure evitar este alimento. Mas atenção!! Sempre faça o teste, pois às vezes a mãe deixa de consumir alimentos importantes e na realidade não são eles que estão provocando cólicas no bebê. Lembre-se: ao retirar um alimento da dieta, consuma um alimento equivalente, do mesmo grupo alimentar (por exemplo: trocar o feijão pela lentilha).

Evite apenas temperos muito fortes e alimentos ricos em cafeína, como o café, chá mate, refrigerante tipo coca-cola. Temperos fortes podem alterar o sabor do leite e fazer com que o bebê o rejeite, já a cafeína pode deixar o bebê muito agitado.

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8. AMAMENTAR FILHO DE OUTRA MÃE

Posso amamentar o filho de uma amiga?

A composição do leite materno é alterada constantemente para suprir as necessidades nutricionais daquele período de vida do bebê. Se uma mãe que tem um bebê de 5 meses amamentar um bebê de 1 mês, este não receberá os nutrientes adequados para sua idade. Além disso, várias doenças podem ser transmitidas pelo leite materno (AIDS, hepatite, sífilis).

Portanto, apenas nos lugares que existem bancos de leite humano é indicado a amamentação de um bebê por outra mãe, pois é realizada a análise da composição do leite, evitando a transmissão de doenças.

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9. CRIANÇA OBESA

Meu filho está ganhando muito peso, devo controlar a amamentação?

Se o bebê estiver recebendo apenas leite materno, a amamentação não deve ser restringida. Existem vários estudos que mostram que crianças que recebiam apenas leite materno até os seis meses de vida e estavam acima do peso, atingiam o peso ideal (de acordo com as curvas nutricionais) após o primeiro ano de vida.

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10. EVACUAÇÃO DO BEBÊ

É normal o bebê ficar dias sem evacuar?

As crianças que estão em aleitamento materno exclusivo podem ficar sem evacuar até 4 ou 5 dias, pois o leite materno é específico para o seu organismo, possibilitando a absorção completa de seus nutrientes. Por isso, há uma pequena formação de resíduos (fezes). Caso este quadro ultrapasse 5 cinco dias, a mãe deve procurar orientações médicas.

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11. BEBÊ CHORA APÓS SER AMAMENTADO

Meu bebê continua chorando mesmo depois de ter ficado 20 minutos no peito. Acho que é fome.

Quando o bebê fica muito tempo no peito e continua chorando após a mamada pode significar que ele não sugou todo o tempo que permaneceu no peito. Este quadro é comum nos primeiros dias após o parto, pois os bebês ainda estão dormindo bastante. A mãe deve ficar atenta se o bebê está realmente sugando quando está no peito, sempre lembrando que é normal que ele descanse após algumas sugadas. Caso ele adormeça, a mãe deve fazer carinho em seu rosto e mãos para que ele acorde e continue sugando.

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12. AMAMENTAÇÃO DE GÊMEOS

Vou tenho gêmeos. Como fazer para amamentá-los?

A produção de leite é suficiente para alimentar filhos gêmeos. A grande dificuldade referida pelas mães é o cansaço por ter que cuidar de duas crianças que exigem atenção e cuidados constantes, além dos afazeres domésticos. O companheiro e os familiares precisam dar apoio e ajudar a mãe a amamentar os dois ao mesmo tempo, sobrando mais tempo para o descanso, porém, algumas mulheres preferem amamentar um de cada vez.

Algumas vezes um dos gêmeos é mais calmo e sonolento, enquanto o outro, por ser mais ativo, exige mais atenção, mama mais e ganha mais peso. Nesses casos, é importante estimular o bebê mais sonolento para que possa ir ao peito mais vezes.

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13. SAPINHO

Meu filho está com a boca cheia de sapinho.

O sapinho (monilíase ou candidose) é uma infecção causada por um fungo chamado Candida albicans, que também pode provocar assadura e vaginite. O sapinho é geralmente visto em crianças com menos de seis meses. Em crianças mais velhas, é muito menos comum e sua ocorrência pode indicar uma doença grave, como uma deficiência imunológica. O sapinho aparece como pontos brancos, escamosos, semelhantes a queijo, que cobrem toda ou parte da língua e das gengivas, a parte interna das bochechas e, às vezes, os lábios. Esses pontos não saem facilmente. Quando se cutuca ou arranha esses pontos, forma-se uma área vermelha e inflamada que pode sangrar. Os coalhos de leite que ficam aderidos na boca do bebê podem ser parecidos com sapinho, mas saem facilmente, passando uma gaze umedecida em água, sem deixar a área machucada.

A dor do sapinho pode interferir na alimentação (faz com que o bebê perca o apetite). O sapinho geralmente não causa maiores complicações, mas deve ser tratado para evitar uma infecção longa e crônica. Se a dor impedir que o bebê tome uma quantidade suficiente de líquidos, algumas vezes é necessário internação para evitar que a alimentação insuficiente comprometa as necessidades de hidratação e nutrientes da criança. Se o bebê estiver sendo amamentando, é possível que ele transmita o sapinho para os mamilos da mãe, que ficarão vermelhos, inchados e sensíveis e poderão apresentar fissura, coceira, escamação e ardência. Se o sapinho for acompanhado de febre, tosse ou problemas estomacais, é indicado procurar um profissional, pois estes sintomas podem ser indicativos de um sistema imunológico comprometido.

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14. PARTICIPÁÇÃO DO PAI NO ALEITAMENTO

Papai: participe do aleitamento do seu bebê !

Encoraje e incentive sua esposa a amamentar:
Ela pode estar insegura de sua capacidade para amamentar. Seu apoio será fundamental nestas horas!

Sempre que possível, participe do momento da amamentação:
Sua presença e carinho, durante a amamentação, são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo entre você, sua esposa e o bebê.

Seja paciente e compreensivo:
No período de amamentação, sua esposa poderá ter dificuldades em manter a casa e as refeições e se arrumar de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

Sinta-se útil no período da amamentação:
Na medida do possível, participe dos cuidados com o bebê (trocar fraldas, dar banho, vestir, etc.). Durante a amamentação, ofereça um copo de suco de frutas ou água para a sua esposa. É importante que ela beba bastante líquido enquanto amamenta.

Mantenha-se sereno:
Embora o aleitamento traga muitas alegrias, pode também trazer muitas dificuldades e cansaço. Às vezes, sua esposa pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão neste momento. Evite brigas e discussões, para que o estresse não prejudique a descida do leite.

Procure ocupar-se mais dos outros filhos:
Para que eles não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua esposa dedicar-se mais ao recém nascido.

Não traga para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas:
O sucesso da amamentação depende, em grande parte, de sua atitude. Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e seu carinho e apoio são o que o bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

Se possível, acompanhe sua esposa nas visitas ao Cepae:
Você irá aprender como auxiliá-la nos cuidados com o bebê, o que fará com que ela sinta-se mais segura e satisfeita.

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15. A FAMÍLIA E O ELEITAMENTO: CANSAÇO NO PÓS-PARTO

Orientações para a família da futura mamãe

No último trimestre da gravidez, a mãe já não consegue dormir bem. Sua barriga é difícil de acomodar, ela levanta a todo o momento pra urinar e o pulmão, comprimido pela barriga, torna a respiração difícil. Vem o parto, e estes problemas terminam. Mas outros começam.

A internação hospitalar por si só é estressante, principalmente para aquelas que estão tendo esta experiência pela primeira vez. Ambiente estranho, longe dos parentes próximos, expectativas negativas de toda ordem gerando ansiedade, a episiotomia* do parto normal ou a incisão da cesárea acarretando dor, desconforto, preocupação.

O estresse emocional e o desgaste físico do trabalho de parto associado à excitação pelo nascimento do filho levam à fadiga. Tudo deverá ser feito para que a mãe, algum tempo após o parto, tenha chances de dormir. Se não conseguir repousar nesse momento, haverá uma demora no processo de seu restabelecimento, e a necessidade de sono persistirá intensa por vários dias.

O bebê chama, através do choro, mais freqüentemente do que ela gostaria, impedindo seu repouso. Chega a noite. O bebê parece não saber que é hora de dormir e continua chamando-a noite adentro. Não a deixa dormir. Se as cólicas aparecem, ainda mais se são intensas, aí é que o quadro se complica. A fadiga e a interrupção do sono deixam a mãe irritada e estressada.

Quando não é o bebê, são os telefonemas e as visitas em sua homenagem. A fadiga toma conta. Fisicamente está arrasada e emocionalmente também pode estar, devido às emoções próprias do pós-parto.

Ainda antes do parto, já deve ter delegado os cuidados da casa e dos outros filhos ao marido, à avó, a parentes próximos ou amigos, de tal forma que nos primeiros dias possa ficar por conta do repouso necessário e dos cuidados com o bebê. O esquema de trabalho e a atribuição da função de cada um dever ser discutidos ainda na gestação.

Quando o bebê dorme, a mãe, em vez de também ir dormir, costuma “aproveitar” para realizar outras tarefas. Costuma exigir muito de si mesma, transferindo-se, indefinidamente, de uma atividade para outra. Nestes casos, deve-se ajudá-la a planejar períodos de repouso e a determinar seus próprios limites.

A melhor maneira de a mãe conseguir repousar é trancando-se em seu quarto e orientando o pessoal da casa para o atendimento de telefonemas e visitas nestes períodos de descanso. Deverá solicitar que ninguém entre no quarto sem um motivo forte. Se não conseguir cuidar bem de si mesma, não conseguirá cuidar bem do bebê.

Se a mãe quiser manter sua saúde mental, deverá dispor de algum tempo para si mesma, para ler, cuidar de plantas ou para ter sua vida social fora de casa. Quando puder retomar suas atividades, deve tentar não retomá-las todas. Deve deixar de fazer algumas coisas ou fazê-las menos freqüentemente, para sobrar tempo para seu lazer e seu descanso. A maior parte do cansaço das mães, apesar de tudo, não é devido ao trabalho, mas às preocupações, ansiedades e medos.

(Texto extraído de “O Livro de estímulo à amamentação” – Capítulo 10, p. 49)

*Episiotomia: corte feito para alargar a abertura externa da vagina.

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16. DICAS PARA UMA BOA NOITE DE SONO

Soluções para noites sem choro

Como os bebês dormem?

O bebê não nasce com o relógio biológico igual ao do adulto, que permanece acordado durante o dia e dorme durante a noite. Os ciclos de dormir e acordar do recém-nascido espalham-se pelo dia e pela noite, gradualmente estabelecendo um padrão definido de sono diurno e noturno. A princípio, o bebê dorme quando está cansado e acorda quando está com fome (ele ingere pequenas quantidades de leite materno que é digerido rapidamente). Assim, o bebê costuma acordar a cada 2 a 4 horas para mamar. Portanto, dormir a noite toda pode significar 5 horas seguidas.

O relógio biológico do bebê começa a amadurecer por volta de 6 a 9 semanas de vida e não funciona regularmente até os 4 ou 5 meses. À medida que o ciclo biológico amadurece, o bebê atinge um ponto onde passa a maior parte do dia acordado e a maior parte da noite dormindo. Por volta de 9 a 10 meses, os períodos de sono do bebê consolidam-se de tal forma que ele acorda e dorme no mesmo horário todos os dias, e os períodos de sono são mais longos.

Os bebês passam pelos mesmos ciclos de sono que os adultos (sono leve, sono profundo e breve despertar), mas os ciclos de sono dos bebês são mais curtos e numerosos. Além disso, passam muito mais tempo no sono leve do que os adultos e têm muito mais estágios intermediários de breve despertar.

De modo geral, quando o bebê acorda freqüentemente durante a noite e começa a chorar, ele não está faminto, molhado ou sentindo-se solitário. Ele pode estar apenas cansado e desejando voltar a dormir, mas não sabe como fazê-lo. Um adulto quando tem o breve despertar, ajeita-se na cama, puxa as cobertas e volta a dormir. O bebê não consegue fazer isso e ainda estranha o fato de ter adormecido mamando e no colo da mãe e agora estar num lugar totalmente estranho. Por este motivo, os bebês devem acostumar a dormir no berço e não sugando o peito da mãe. Quando o bebê sempre adormece sugando o peito da mãe, ele aprende a associar o sugar com o adormecer e, com o tempo, não consegue adormecer de outra maneira a não ser sugando o peito da mãe. Por isso, deixe-o sugar o peito até ficar sonolento, mas não totalmente adormecido. Neste momento, retire o peito e deixe-o terminar de adormecer no berço. Para tanto, coloque-o no berço suavemente e mantenha os braços em torno dele alguns segundos.

Os bebês emitem vários sons quando dormem (resmungos, choramingos, gritos) que nem sempre indicam que estão acordados. É preciso aprender a diferenciar entre sons de sono, de fome e de despertar. Para diminuir a chance de o bebê acordar por estar com fome, tente fazer com que ele mame nas duas mamas antes de dormir. Acima de tudo, alimente-o bem durante o dia, aumentando a freqüência das mamadas diurnas.

Ajude o bebê a entender que seu quarto e berço são locais agradáveis. Procure passar por momentos tranqüilos e agradáveis, durante o dia, no quarto do bebê. Assim, quando ele despertar durante a noite, sentirá que está num local seguro, confortável e familiar, e terá maior facilidade em voltar a dormir. Esta estratégia é melhor do que pôr o bebê para dormir na cama com os pais, pois quando o bebê e a mamãe dormem na mesma cama, eles respondem muito mais aos movimentos um do outro, acordam com mais freqüência e o bebê passa mais tempo em estágio de sono leve do que quando dorme sozinho. Este bebê também mama com uma freqüência quase duas vezes maior e cada mamada dura três vezes mais tempo do que quando ele dorme sozinho em seu berço.

Bebês precisam ter momentos de cochilo diurno para que não se cansem a ponto de ficar tão irritadiços que não consigam dormir bem à noite. A tabela 1 mostra o número de cochilos que um bebê deveria ter por dia, segundo a idade, o tempo total de duração destes cochilos por dia, o número de horas de sono noturno e o tempo total de sono diurno (cochilos) e noturno.

Tabela 1: horas médias de sono diurno e noturno para bebês.

Idade Nº de Cochilos Duração Total dos Cochilos (horas) Horas de sono noturno Total de horas de sono noturno e diurno
1 mês 3 6 - 7 8,5 - 10 15 - 16
2 Meses 3 5 - 6 10 - 11 15
4 Meses 3 4 - 6 10 - 11 15
6 Meses 2 3 - 4 10 - 11 14 - 15
9 Meses 2 2,5 - 4 11 - 12 14
12 Meses 1 - 2 2 - 3 11,5 - 12 13 - 14
2 Anos 1 1 - 2 11 - 12 13
3 Anos 1 1 - 1,5 11 12
4 Anos 0 0 11,5 11,5
5 Anos 0 0 11 11

Recém-nascidos dormem 16-18 horas por dia, distribuídas em 6 a 7 períodos breves de sono. Para ensiná-lo a distinguir entre o sono diurno e noturno e, assim, ajudá-lo a dormir por mais tempo à noite, faça-o tirar os cochilos diurnos em um quarto iluminado, onde ele possa ouvir os barulhos diurnos. O ambiente para o sono noturno deverá ser escuro e silencioso.

Para ajudar o bebê a organizar seu padrão de sono diurno/noturno, coloque-o para dormir de dia ou à noite sempre no mesmo horário e crie uma rotina noturna exata, estável, que começa uns 30 minutos antes da hora de dormir. Alguns rituais, tais como, tomar banho, usar pijamas e diminuir a iluminação e o barulho do ambiente, sinalizam a diferença entre o sono diurno e noturno. Assim, ao amamentar durante a madrugada, não cante ou converse com o bebê e mantenha a luz apagada. Se precisar trocar a fralda, faça-o rápida e silenciosamente, sem muita iluminação no ambiente.

Para condicionar o bebê que está na hora de dormir, escolha alguma frase, música (simples, repetitivas) ou sons para associar ao sono (Chichichichi, vamos dormir). Nas primeiras semanas, use as palavras chave apenas quando o bebê estiver preste a adormecer. Nunca utilize quando ele estiver chorando ou inquieto pois a idéia é associar a palavra ao estado de sonolência do bebê. Assim, todas as vezes que a mãe usar a música ou a palavra chave, vai ajudar a criança a ficar sonolenta.

Não deixe que o recém-nascido tire longas sonecas durante o dia: se ele dorme muito durante o dia (3 a 5 horas consecutivas) e acorda com freqüência durante a noite, ele acabará trocando o dia pela noite. Se o bebê estiver dormindo há mais de 2 ou 3 horas, acorde-o suavemente e incentive-o a ficar acordado algum tempo e brincar. Também é importante lembrar que sonecas no final do dia podem interferir negativamente no sono noturno. Entretanto, se o tempo das sonecas está muito curto e você pretende aumentar este tempo, preste atenção ao horário em que ele costuma acordar e, alguns minutos antes, entre no quarto e, assim que o bebê parecer despertar, use alguma estratégia para ele adormecer novamente.

Para ensinar o bebê a dormir a noite toda, faça assim: ao ouvir o bebê acordar, vá até o quarto dele, mas tente não pegá-lo no colo: use as palavras-chave, passe os braços ao redor dele e conforte-o até ele volte a dormir. Nas próximas vezes, quando ele acordar, vá até o quarto, mas fique à porta e diga as palavras-chave. Depois desta fase, quando ele acordar, vá até o quarto, mas fique numa posição que ele não veja você. A idéia é, gradualmente, acostumar o bebê, com mais de 6 meses, a voltar a dormir sem a sua ajuda.

Dicas - Algumas dicas podem ajudar o bebê a dormir tranquilamente e com saúde:

  • Para evitar sobressaltos do bebê com os próprios movimentos dos braços, apóia-lo com cobertores pode ajudar. Cuidado com super-aquecimento e com perigo de sufocação pelo cobertor;
  • Evite pôr o bebê para dormir de bruços, a fim de evitar a Síndrome da Morte Infantil Súbita (por sufocamento – bebê não consegue virar a cabeça para respirar - ou compressão do diafragma – impede o bebê de respirar profundamente). Mas coloque-o de bruços quando acordado para incentivar os movimentos da cabeça e do corpo e o desenvolvimento dos músculos;
  • Não deixe o bebê dormir sempre na mesma posição para que a nuca não se torne achatada (plagiocefalia);
  • O bebê deve dormir em colchões firmes (não de molas) e planos, com lençol macio, esticado e firmemente preso ao colchão, sem espaços entre colchão e estrado.

As planilhas a seguir podem auxiliar a mãe novata a estabelecer o período de tempo que o bebê dorme para, então, proceder às mudanças necessárias.

1. Planilha de cochilos (Clique para fazer o download)

A planilha seguinte serve para a mãe controlar e programar as rotinas diárias para fazer o bebê dormir. Use uma linha para cada dia e perceba qual situação facilita o sono do bebê.

2. Planilha da rotina noturna (antes de dormir) (Clique para fazer o download)

A planilha 3 serve ajuda a mãe fazer o bebê voltar a dormir após o despertar noturno (acordar no meio da noite). Use uma linha para cada despertar e teste maneiras de fazer com que o bebê volte a dormir mais rapidamente e se mantenha dormindo por mais tempo, seguindo as dicas já oferecidas neste texto.

3. Planilha do despertar noturno (Clique para fazer o download)

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17. ORDENHA E ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO

Extração de leite materno:

  1. Escolha um vidro com tampa plástica; coloque o vidro aberto e a tampa em uma panela;
  2. Nesta mesma panela, coloque dois ou mais copos (tipo de requeijão/geléia);
  3. Cubra-os completamente com água limpa e leve a panela ao fogo;
  4. Ao abrir fervura, mantenha no fogo por 20 minutos;
  5. Retire-os da panela, utilizando um pegador de macarrão ou tampe a panela e escorra a água;
  6. Não seque o vidro: deixe-o escorrer sobre um papel absorvente;
  7. Lave bem mãos e braços, escovando-os com água e sabão; seque-os com uma toalha limpa;
  8. Mantenha as unhas curtas e retire anéis e pulseiras;
  9. Faça massagens circulares em volta das mamas, conforme ensinado no Cepae;
  10. Coloque os dedos onde termina a aréola, aperte e solte com cuidado até o leite sair;
  11. Iniciar a coleta desprezando os cinco primeiros jatos;
  12. Segure o vidro bem perto da mama;
  13. Coloque em cada vidro a quantidade suficiente para uma mamada (120 ml) e feche-o bem;
  14. Etiquete os frascos com a data da coleta e use primeiro os mais antigos;
  15. Passe leite sobre os mamilos e deixe-os secar naturalmente.
  16. Caso não consiga ordenhar a quantidade de leite suficiente para uma mamada, ordenhe em outros momentos e adicione no vidro da coleta anterior (a data de validade é referente ao dia e horário da primeira coleta).

Tempo de armazenamento do leite materno:

  • Em geladeira: por até 12 horas (não colocar na porta);
  • No congelador ou no freezer: no máximo 15 dias.

Para congelar o leite:

Imediatamente após extrair o leite, tampe o vidro e guarde-o na zona mais fria do congelador (não coloque na porta).

Para oferecer o leite ordenhado:

O leite congelado poderá ser retirado do congelador ou do freezer e posto na geladeira 24 horas antes da sua utilização. Antes de oferecer o leite, amorne-o em banho-maria (nunca utilize microondas ou ferva o leite).

Lembre-se de agitar lentamente o leite antes de oferecer ao bebê: ao gelar, a gordura separa-se do leite, mas volta a misturar-se pelo processo de agitação lenta.

O leite deverá ser sempre oferecido no copinho e nunca na mamadeira.

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18. INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Clique aqui e confira a tabela de alimentos

FRUTA:

  • Após os 6 meses, a criança pode comer todo tipo de fruta. Dessa forma, aumentam as possibilidades dela se acostumar aos diversos sabores e de receber diferentes nutrientes.
  • Recomenda-se começar pelas frutas menos ácidas e oferecer uma fruta de cada vez.
  • Não adicione açúcar nem farinhas nas papas de frutas, pois além de levar à obesidade, mascaram o sabor natural dos alimentos.
  • As frutas que serão descascadas antes do consumo (mamão, melão, laranja, abacaxi) devem ser bem lavadas em água corrente e, depois, secas em toalha de papel.
  • As frutas que serão consumidas com casca (maça, pêra, ameixa) precisam ser lavadas em água corrente e, depois, higienizadas em água clorada.
  • A água usada na alimentação da criança (sucos) deve ser confiável. Recomenda-se o uso de água filtrada ou mineral. Em caso de dúvida, ferva a água por 5 minutos.

REFEIÇÃO SALGADA (“Papa”):

  • As papas salgadas devem ser amassadas com um garfo e não passadas na peneira ou liquefeitas. Tal atitude estimula o processo de mastigação e o conhecimento do sabor dos alimentos.
  • Desde o início, devem ser espessas e oferecidas em colher. Começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família (aos 12 meses).
  • As primeiras papas salgadas devem conter apenas legumes (abobrinha, cenoura, batata).
  • A papa salgada deve ter um tempero muito suave e o mínimo de sal e de óleo vegetal.
  • Depois de três ou mais dias, pode-se acrescentar a carne (bovina, de frango ou de peixe). A consistência da carne oferecida à criança deve aumentar gradativamente (iniciar com caldo de carne, passar para carne moída, carne desfiada e chegar a pequenos pedaços de carne).
  • Gema de ovo pode ser oferecida após os 6 meses de idade (cozida e amassada junto com a papa salgada). No começo, ofereça ¼ de gema e, aos poucos, aumente a quantidade até alcançar uma unidade. A clara pode ser incluída na alimentação da criança após os 10 meses. Até um ano, oferecer 1 vez por semana e após os 12 meses, até 3 vezes por semana.

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