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Trabalho da FOP pela qualidade dos dentifrícios brasileiros beneficia outros países

O laboratório de Bioquímica Oral da FOP é considerado centro de excelência mundial na avaliação de dentifrícios fluoretados, tendo já feito analises de cremes dentais da Argentina, Chile, Colômbia, Japão, Madagascar, Peru, Portugal, Siri-Lanka entre outros. Esse trabalho não se limita a parte laboratorial, pois tem implicação nas políticas públicas dos países em termos de vigilância da qualidade do flúor dos cremes dentais no controle da cárie. Por exemplo, foi graças a trabalho de análise de flúor em cremes dentais vendidos no Chile e impacto da publicação feita que o referido país mudou sua regulamentação.

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Assim, entre os dias 4 e 9 de dezembro, a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp), por meio do Laboratório de Bioquímica, recebeu a visita de dois representantes do Ministério da Saúde, de Madagascar - ilha que fica localizada no Oceano Índico, na Costa Leste africana -, os quais participaram de um treinamento sobre determinação de flúor em cremes dentais e no sal.

A iniciativa foi do professor Jaime Aparecido Cury, que esteve em junho deste ano em Antananarivo, capital do Madagascar, participando de um workshop, cuja temática foi promover no referido país o uso de fluoreto para o controle de cárie. Além de participar do workshop, o prof Jaime ministrou lá, para agentes do ministério da saúde e do comércio de Madagascar, um curso teórico-prático sobre determinação de fluoreto em dentifrícios (cremes dentais). Na oportunidade, para maior capacitação do sistema de vigilância sanitária de Madagascar, o prof Jaime sugeriu que encaminhassem para a FOP duas pessoas para terem um reforço do treinamento. Assim teriam todas as condições para terem segurança nas análises”, explica. Os escolhidos pelo ministério da saúde de Madagascar foram o cirurgião-dentista Andrianomenjanahary Maminirina Fidelis e o engenheiro agrônomo Randriantsara Toussaint que chegaram em Piracicaba dia 02/12.

As atividades realizadas no Laboratório de Bioquímica foram diretamente supervisionadas pelo prof Jaime, o qual contou com a imprescindível colaboração do Técnico de laboratório Waldomiro Vieira Filho, que mesmo aposentado atendeu a solicitação do prof Jaime para dar esse treinamento, e também da aluna de pós-graduação Louise Morais Dornelas, que funcionou como interprete, desde que a língua nativa dos visitantes é o dialeto Malgache ou Francês.

De acordo com Nirina eToussaint, eles esperam com o treinamento aprender como determinar a quantidade de flúor nos cremes dentais e no sal. “Graças a oportunidade do governo brasileiro e do professor Cury, iremos conseguir implementar a padronização de qualidade do flúor em nosso país. Necessitamos disso e não havia no país uma mobilização com essa finalidade”, contam.

Segundo o professor Cury, no Brasil a regulamentação da qualidade do flúor em creme dental começou em 1989. Embora a aprovação da regulamentação da norma de vigilância em Madagascar tenha sido aprovada somente em junho deste ano, está mais avançada que a do Brasil. “Contudo, nosso país está trabalhando para a revisão da resolução Anvisa no. 79 de 28/08/2000”, disse.IMG 7460 01

O pesquisador Jaime acrescenta que as normas brasileiras que regulamentam a qualidade do flúor em cremes dentais sofreu nos últimos 20 anos continuas mudanças, as quais acabaram priorizando o risco de usar dentifrício fluoretado em detrimento do seu benefício anticárie. A revisão da Resolução 79 da Anvisa é um questão de saúde pública, argumenta o professor, porque “os maiores prejudicados tem sido aqueles que mais precisam do flúor para o controle de cárie, que são os pertencentes às classes sociais mais vulneráveis, como temos constatado analisando cremes dentais que são distribuídos, por exemplo para crianças de escolas públicas e para a população indígena”.

A programação de atividades no laboratório começou com o preparo de soluções, demonstração por parte do técnico de lab. Sr. Waldomiro de análise de flúor em 2 cremes dentais brasileiros padrões e da determinação em 6 cremes dentais trazidos de Madagáscar. A seguir, Toussaint e Nirina tiveram a oportunidade de executarem as mesmas as análises, terminando no feriado do dia 8 com uma demonstração de determinação de fluoreto em sal de cozinha. A demonstração da análise no sal foi feita pela aluna de PG Karla Irina Walsh Garcia, sob orientação do prof. Jaime. No dia seguinte,  Nirina e Toussaint  embarcaram de volta para a pátria deles.

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