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FOP-Unicamp participa de evento na Alesp em comemoração ao Dia da Conscientização da Fissura Labiopalatina

Evento Labiopalatino

A Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp, representada pelo diretor associado, professor Márcio de Moraes, e pelo professor da área de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, Sergio Adrian Olate Morales, participou de um encontro promovido pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em comemoração ao Dia da Conscientização da Fissura Labiopalatina.

O evento foi realizado no dia 22 de junho e reuniu profissionais da saúde, representantes de entidades e famílias para discutir os desafios enfrentados pelas pessoas com a malformação. O Dia é comemorado nacionalmente no dia 24 de junho.

A iniciativa foi da deputada Monica Seixas do Movimento Pretas (Psol). Para a parlamentar, o encontro representa uma oportunidade de ampliar o debate sobre um tema ainda pouco conhecido pela sociedade. “Nós desconhecemos a complexidade e o impacto na família e nas pessoas que nascem com fissura labiopalatina”, afirmou.

A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que ocorre quando o tecido do lábio e/ou do céu da boca não se funde adequadamente. A anomalia traz problemas na fala, mastigação, audição, respiração e no sono.

Durante o evento, o professor Márcio de Moraes destacou a necessidade de ampliar a formação de profissionais capacitados para atender pacientes com fissura labiopalatina.

“Todos nós temos um objetivo comum: chegar ao paciente e proporcionar uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos, seja físico, social ou psicológico. Nos hospitais em que atuo, até hoje não tivemos condições de atender esses pacientes. Com a chegada do professor Sergio Olate, que possui vasta experiência nessa área, nossa proposta é formar mais profissionais capacitados para esse atendimento”, afirmou.

Referência internacional no tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, o professor Sergio Olate mantém parcerias com instituições de diversos países, entre eles Chile, México, Índia e Guatemala. Segundo ele, é fundamental ampliar a conscientização sobre a condição e fortalecer a cooperação entre instituições para qualificar o atendimento.

“Nosso trabalho contribui para que instituições internacionais mantenham a educação continuada como um dos pilares do atendimento às pessoas com fissura labiopalatina. Além disso, como professores e pesquisadores, temos a responsabilidade de desenvolver pesquisas que permitam aprimorar continuamente o atendimento que é oferecido aos pacientes”, destacou.

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