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Distrito Inovação

Encontro reúne as duas maiores universidades públicas paulistas — Unicamp e USP —, o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Piracicaba. A reunião aconteceu na manhã de 9 de setembro e teve como objetivo discutir a agenda do Distrito de Inovação.

A proposta integra a política estadual de distritos de inovação, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

Distritos de inovação são territórios urbanos em que universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público se concentram e se conectam para gerar conhecimento, negócios e qualidade de vida, modelo adotado por cidades de vários países e, agora, pela política estadual paulista. Dessa forma, o PIN é a rede que reúne as organizações; o distrito é o território que essa articulação pretende consolidar.

Pela Unicamp, participaram a diretora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), professora Karina Gonzales Silverio; os diretores Roberto Donato, de Sustentabilidade, e Flávio Baggio, administrativo; e o professor Rangel Arthur, da Inova Unicamp.

A reunião contou com a presença do prefeito Helinho Zanatta, da secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Thais Fornicola, e da superintendente de Desenvolvimento Econômico, Luciane Leães.

Pelo Governo do Estado, participaram o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, e o diretor da pasta, André Aquino. Também esteve presente Nicolle Loureiro, diretora de Relações Institucionais do Distrito de Inovação de São Paulo.

A USP foi representada pelo pró-reitor adjunto de Inovação, professor Norberto Peporine Lopes; pelo professor Tito José Bonagamba, coordenador do Inova USP São Carlos; e pela diretora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), professora Thais Maria Ferreira de Souza Vieira.

De acordo com a professora Karina Gonzales, o Distrito de Inovação do Município de Piracicaba representa uma importante oportunidade de fortalecer a integração entre a Universidade, o setor produtivo, o poder público e a sociedade. “Como uma instituição de excelência nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e inovação em Odontologia, a FOP pode contribuir de forma estratégica para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de novos produtos, processos e serviços voltados à saúde e à qualidade de vida. Essa inserção amplia as possibilidades de interação com empresas, startups, centros de pesquisa e outras instituições, favorecendo a transferência de conhecimento e tecnologia, o desenvolvimento de projetos colaborativos e a formação de profissionais preparados para os desafios da inovação. Ao mesmo tempo, a presença da FOP contribui para consolidar Piracicaba como um importante polo de ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a atuação da UNICAMP no desenvolvimento econômico e social do município e da região”, destacou.

“Piracicaba tem universidade, pesquisa e indústria há mais de um século. O que estamos fazendo agora é colocar essas forças para trabalhar juntas, com o apoio do Governo do Estado. Distrito de inovação é isso: transformar o conhecimento que já se produz aqui em emprego e renda para quem mora na cidade”, afirmou o prefeito Helinho Zanatta.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Thais Fornícola, o papel da Prefeitura foi articular, e não decidir sozinha. As prioridades da cidade foram escritas pelo próprio ecossistema, e é isso que sustenta o distrito que estamos construindo com o Estado, a USP e a Unicamp, disse.

PIRACICABA INNOVATION – A aproximação com o Estado e com as universidades se apoia no trabalho de articulação que o ecossistema de inovação de Piracicaba vem realizando desde 2025: o PIN (Piracicaba Innovation), reúne hoje mais de 130 organizações apoiadoras, entre universidades, empresas, entidades de classe, startups e poder público. Em julho, essas organizações aprovaram, em conjunto, as seis vocações econômicas que orientam a estratégia da cidade: bioeconomia, saúde única, tecnologia da informação, indústria avançada, economia criativa e turismo regenerativo.

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