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Câncer de cabeça e pescoço Destaque

Câncer de cabeça e pescoço

Pesquisa sugere olhar diferenciado para pacientes mais vulneráveis

Tratar os diferentes de forma diferente. Pacientes com diabetes, baixa escolaridade, baixa renda, que apresentam sequelas tanto físicas quanto funcionais, devem ser vistos de uma forma especial pelos profissionais.

Essa foi a conclusão da dissertação de mestrado profissional em Gestão e Saúde Coletiva, defendida pela enfermeira Maria Ângela Adamoli de Morais Rossetto, na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp, com orientação da professora Dra. Karine Laura Cortellazzi Mendes, da área de Bioestatística, do Departamento de Odontologia Social.

O estudo teve como objetivo avaliar os fatores associados à qualidade de vida de pacientes diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço inseridos no nível de média complexidade de uma Rede de Atenção Oncológica - Associação Ilumina, organização não governamental sem fins lucrativos que visa promover a prevenção ao diagnóstico tardio de câncer do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a pesquisadora, alguns fatores são relevantes e devem ser diagnosticados. “Em pacientes acometidos com câncer de cabeça e pescoço, as variáveis, escolaridade, renda, diabetes, sequelas físicas e funcionais estão associadas à qualidade de vida. Melhorando o contexto social e clínico do indivíduo, o tratamento terá real impacto na doença. Assim, o estudo poderá ser utilizado como uma ferramenta para as equipes de saúde elaborarem estratégias direcionadas na atuação das causas que afetam a qualidade de vida dos pacientes acometidos pela doença”, disse Rossetto.

As informações foram coletadas por meio de um questionário, cuja amostra foi composta por 240 pacientes diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço no período de julho de 2016 a abril de 2017 e inseridos em uma associação não governamental em Piracicaba (Ilumina), interior do estado de São Paulo.

 

Câncer de cabeça e pescoço

O Câncer de Cabeça e Pescoço, explica Ângela, pode ser definido por um tumor maligno decorrente da mucosa do trato aerodigestivo superior: nasofaringe e laringe, incluindo a hipofaringe, orofaringe, lábio e cavidade oral. Tem início nas células escamosas que revestem as superfícies das mucosas da boca, nariz e garganta e pode ser classificado conforme a área da cabeça ou pescoço onde inicia-se a lesão. Os sinais e sintomas aparecem com uma ferida que não cicatriza seja por um nódulo ou dificuldade para engolir, alterações na voz, rouquidão e dor na garganta que não melhoram, conta.

De acordo com a autora da pesquisa, os pacientes acometidos por Câncer de Cabeça e Pescoço compõem um grupo de pacientes com alta vulnerabilidade, alta letalidade, estigmatizado pela sociedade em razão de deformidades craniofaciais que são comuns nesse tipo de patologia. Eles apresentam, com frequência, sequelas tanto físicas quanto emocionais, afetivas ou sociais que podem impactar na sua qualidade de vida.

Em todo o mundo, alerta, cerca de 650 mil pessoas por ano são diagnosticadas com esse tipo de câncer. Corresponde ao quinto tipo mais comum no mundo, apresentando grande mortalidade e morbidade, sendo responsável por 5% de todos os cânceres no mundo ocidental.

 Associação Ilumina

A Associação Ilumina presta atendimento humanizado dando acolhimento a família e ao paciente. É uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2008 por iniciativa de médicos preocupados em promover a prevenção primária e secundária para minimizar os impactos do diagnóstico tardio do câncer, revela. O projeto é composto por profissionais renomados na área da saúde que prestam atendimento humanizado, inter e transdisciplinar.

O objetivo principal do instituto, explica Ângela, é atender especialmente a população de baixa renda para abreviar ao máximo o tempo de espera entre o aparecimento dos principais sintomas e o início do tratamento dos oito tipos de câncer mais comuns: mama, próstata, intestino, pulmão, pele, boca, colo de útero e cabeça e pescoço. Tem como principal compromisso, oferecer todo o apoio para que o paciente passe pelo processo de tratamento com qualidade de vida, obtendo assim maior resposta e menos intercorrências, inclusive hospitalares, para permitir, muitas vezes, a cura completa, conta.

Atualmente, a Ilumina atua na macrorregião de Piracicaba, atendendo 26 municípios. Presta atendimento nas áreas de Cirurgia Oncológica, Cirurgia Ginecológica, Mastologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Tabagismo, Nutrição Oncológica, Cuidados Paliativos e Conscientização acerca de fatores de risco para Câncer.

Em breve, a Associação desenvolverá suas atividades no Hospital do Câncer da Associação Ilumina, o qual está em fase de construção.

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