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Estudo Epidemiológico Destaque

Estudo Epidemiológico

Problemas de saúde bucal impactam metade dos adultos paulistas

Problemas de saúde bucal, sobretudo dor de dente, sangramento na gengiva e doença periodontal, são motivo de incômodo para 50,57% dos adultos entre 35 e 44 anos no Estado de São Paulo.

O índice, considerado alto por especialistas, foi revelado por um estudo epidemiológico realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, com apoio da FAPESP, em 163 municípios paulistas.

A Pesquisa Estadual de Saúde Bucal (SB SP 2015) examinou 17.560 pessoas, das quais 6.051 estavam na faixa etária de 35 a 44 anos. Além do exame clínico odontológico, os participantes responderam a um questionário sobre os impactos da saúde bucal em seu dia a dia.

A partir desses dados, pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp) e da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FO-USP) analisaram a associação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OIDP, do inglês Oral Impacts on Daily Performance) com variáveis socioeconômicas e clínicas. Os resultados publicados em artigo na revista PLOS One identificam carências e vulnerabilidades na população paulista, e indicaram a necessidade de novas políticas públicas.

"O resultado é preocupante. O impacto da saúde bucal nas atividades diárias é muito alto no Estado de São Paulo, que tem uma estrutura de serviços públicos em saúde bucal e um PIB maior do que o de outros estados brasileiros. São problemas absolutamente tratáveis e que estão impactando metade dos indivíduos dessa faixa etária", disse Antônio Carlos Pereira, professor da FOP-Unicamp e um dos coordenadores da pesquisa SB SP 2015.

No Brasil, o último estudo realizado nacionalmente, em 2010, mostrou que a prevalência de impacto negativo era de 48,1% para adultos de 35 a 44 anos.

Em outro estudo semelhante, realizado em Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, com indivíduos maiores de 21 anos, apenas 16% afirmaram sofrer impacto negativo da saúde bucal. Estudo nacional na Noruega indicou um impacto de 19% na faixa etária de 25 a 44 anos e de 17,9% entre os de 15 a 66 anos.

Já Índia (50% dos indivíduos entre 21 e 24 anos) e Tanzânia (51% dos indivíduos com 26 anos) são países com grande impacto negativo da saúde bucal no cotidiano dos habitantes.

Acessar matéria completa no endereço: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2019/03/15/problemas-de-saude-bucal-impactam-metade-dos-adultos-paulistas

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