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Revista Conexão: Profa. Brenda Gomes foi um dos destaques na reportagem Mulheres na Pesquisa

Revista Conexão: Profa. Brenda Gomes foi um dos destaques na reportagem Mulheres na Pesquisa

Elas contribuem para os avanços científicos em diversas áreas há anos e só agora estão sendo conhecidas e valorizadas. Conheça os desafios e as conquistas de pesquisadoras que fazem a diferença na Odontologia

brenda reduzidaDando continuidade as reportagens do Mês das Mulheres, a Professora Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes, da área da Endodontia da FOP-UNICAMP, foi um dos destaques da reportagem Mulheres na Pesquisa, feita pela jornalista Fernanda Carpegiani, da Revista Conexão Unna, da Odontoprev, edição 29, escrita sob um olhar feminino sobre as lutas e vitorias das pesquisadoras brasileiras.

Para Giulliana Bianconi, diretora e cofundadora da Gênero e Número, os dados mostram que as mulheres estão sim ganhando espaço na produção de conhecimento. No entanto, elas não têm tanta exposição ou poder quanto os homens.

Uma das pesquisadoras selecionadas pela Open Box da Ciência por suas contribuições à ciência é a cirurgiã-dentista Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes. “Sempre trabalhei com pesquisa, apresentei trabalhos e ministrei cursos, mas a visibilidade feminina tem aumentado muito mais só nos últimos anos”, diz ela, que é professora titular da área de Endodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba e da Universidade Estadual de Campinas (FOP/Unicamp), e coordenadora do laboratório de Microbiologia e Biologia Celular Aplicada à Endodontia desta universidade. Brenda tem mais de 200 artigos publicados em periódicos internacionais e é pesquisadora nível 1A do CNPq.

Natural de Varginha, Minas Gerais, a pesquisadora é uma das maiores referências brasileiras na área de Endodontia. Única autora de Projetos de Pesquisa Temáticos da Fapesp (2016-2021) neste campo, ela diz que por muito tempo foi a única professora de sua área. “Hoje, trabalho ao lado das professoras doutoras Adriana de Jesus Soares, que tem se destacado na linha de Traumatismos Dentários, e Marina Angélica Marciano, que atua na linha de pesquisa de Biomateriais”.

Ela cita como grande fonte de inspiração a professora doutora Josette Camilleri, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra. “Essa pesquisadora e palestrante internacional fez uma pausa logo no início de sua carreira para cuidar da educação de suas filhas. Depois retornou com força total, sendo um dos principais nomes em Biomateriais. Assim como eu aqui no Brasil, a professora Camilleri é uma inspiração para muitas mulheres na carreira universitária”, explica Gomes, que já orientou 25 dissertações de mestrado, 15 delas de mulheres, e 26 teses de doutorado, 16 delas de mulheres.

Sua principal linha de pesquisa é a microbiologia dos canais radiculares infectados. Além de estudar os microbiomas e os aspectos imunobiológicos nas infecções endodônticas, tema do seu Projeto Temático da Fapesp, ela também faz o monitoramento clínico, microbiológico e imunológico da eficácia dos tratamentos endodônticos.

Gomes fez seu doutorado em Manchester, na Inglaterra, tendo como título da tese “Uma investigação sobre a microbiota do canal radicular”. Ela também fez dois pós-doutorados nos Estados Unidos, um na Ohio State University, em Columbus, e o outro no Forsyth Institute, em Cambridge. “Fazer um pós-doutorado no exterior, muitas vezes sem a presença da família, é um desafio que nós, mulheres, temos de enfrentar em nossa carreira.”

Um dos tantos obstáculos apontados pela professora em seu trabalho é conseguir financiamento para as pesquisas. Segundo ela, foi fundamental ter o Projeto Jovem Pesquisador aprovado pela Fapesp no início de sua carreira universitária, o que lhe permitiu reestruturar o laboratório de Microbiologia Aplicada à Endodontia da FOP-Unicamp e ter verba para pesquisa por quatro anos.

O atual Projeto Temático da Fapesp, com duração de cinco anos, também foi uma grande conquista, principalmente nos dias de hoje, em que ocorre limitação de verba para a pesquisa. Outro desafio é conciliar vida profissional com a familiar. “Sempre tive uma rede de apoio, que envolveu família, amigos e colaboradores.”

Veja a reportagem completa no link:

https://conexao.odontoprev.com.br/mulheres-na-pesquisa-ed29/

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