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Área de Psicologia Aplicada promoveu ciclo de palestras sobre estresse do profissional Destaque

Área de Psicologia Aplicada promoveu ciclo de palestras sobre estresse do profissional

A Área de Psicologia Aplicada, no desenvolvimento de suas atividades didáticas junto à Disciplina de Odontologia Social I da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp, promoveu um ciclo de palestras dentro da Unidade I do Curso (“O Cirurgião-dentista na prática profissional”), destinado aos alunos do terceiro ano de graduação.O assunto abordado foi o estresse do aluno e do profissional. Depois de aulas teóricas sobre o desenvolvimento do estresse e algumas práticas de manejo do mesmo, que incluiu a instrução para relaxamento, as professoras Rosana de Fátima Possobon e Luciane Miranda Guerra receberam cinco professores convidados, que falaram sobre o tema e apresentaram diferentes estratégias para manejar o estresse físico e emocional.

Entre os temas abordados, destacou-se a palestra da Cirurgiã-dentista Ludmila Tavares Costa Ercolin, sobre Síndrome do esgotamento profissional. A palestrante aplicou o teste de avaliação de burnout, cujo objetivo é mensurar o esgotamento profissional. A síndrome é uma das consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O resultado foi preocupante: 23% dos estudantes dessa turma estão com a síndrome de burnout (síndrome do esgotamento profissional). O número corresponde a aproximadamente ¼ da classe.

De acordo com a professora Rosana Possobon, em 2015, 15% dos alunos do terceiro ano apresentavam a Síndrome. “Exaustão emocional, que é o sentimento de estar desgastado em relação aos estudos e atividades acadêmicas, foi o sentimento mais afetado, seguido pela eficácia - sentimento de não estar sendo competente na situação de estudante. Isso mostra que os alunos estão com a autoestima muito baixa, em sofrimento”, disse a docente. E continuou: “28,4% dos estudantes se sentem emocionalmente esgotados pelo estudo; 27% perderam o interesse; 32% acreditam não poder resolver seus problemas em relação ao estudo”, relatou.

Após esta constatação, as docentes da área trouxeram o Instrutor Marson Quintino Ferreira, do Projeto Social Escola do Presente, que falou sobre Práticas de Atenção Plena para a prevenção e manejo do estresse. As práticas de Mindfulness ou Atenção Plena têm como objetivo simplesmente parar e estar presente. Estas práticas, entre outros benefícios, ajudam o indivíduo a recuperar a capacidade de contato com o presente e ter abertura às nuances sutis de nossos ambientes interno e externo. Além do Marson, a Instrutora Mirielly Carrara também participou em outra aula e interagiu com os alunos por meio de Práticas de Kundalini Yoga, para aumento da vitalidade e manejo do estresse. Ela ensinou técnicas de respiração e postura.Em seguida, a professora Dra Cássia Maria Grilo falou sobre Acupuntura e terapias alternativas para o manejo do estresse. Na aula de encerramento, o professor fisioterapeuta Douglas Massoni Ramos abordou a importância das Atividades físicas na redução do estresse e agitou a turma, ensinando-os como espantar o cansaço e a sonolência.

A repercussão foi excelente entre os alunos, que relataram que as práticas ensinadas os ajudaram a se conhecer melhor e identificar os sinais de estresse precocemente, atuando para evitar o seu agravamento e as doenças dele decorrentes deste estado.

A aluna do terceiro ano, Juliana Benine, acredita que o ciclo demonstrou muitas opções diferentes para lidar com o estresse. Querendo ou não, a profissão de odontologia exige que a pessoa seja centrada, direcionada, compreenda o próprio limite para poder compreender o próximo e, por consequência, prestar um atendimento mais humanizado, de forma mais acolhedora. “Acredito que, quando estamos bem podemos passar esse sentimento para os outros. O ciclo foi importante para que conseguíssemos ver meios de entender como funcionamos, como podemos relaxar e respeitar o nosso próprio espaço. Tivemos visão de outras pessoas. Não era só os professores que estão acostumados com a gente, com a nossa rotina. Eram pessoas de fora que trouxeram ideias diferentes, inovadoras, que não tinha tido contato até então na faculdade. Foi muito proveitoso e também deu um ar de descontração na sala”, avaliou.

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