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Introdução

  • Publicado em Biossegurança

Biossegurança: é um conjunto de normas e procedimentos considerados seguros e adequados à manutenção da saúde.

O controle de infecção é constituído por recursos materiais e protoco-los que agrupam as recomendações para prevenção e vigilância visando à segu-rança da equipe de saúde e dos pacientes.

Infecção Cruzada é a infecção ocasionada pela transmissão de mi-crorganismo de um paciente a outro indivíduo, geralmente pelo pessoal, ambiente ou fômite.

O Controle de Infecção visa impedir a penetração de microrganismos em locais onde eles não existam e evitar aportar novos agentes à área já conta-minada, garantindo segurança aos pacientes e à equipe.

A cavidade bucal é um ambiente propício à transmissão, inoculação e crescimento de vários microrganismos, sendo que a saliva e o sangue são mei-os ideais para transmissão desses microrganismos (CDC9 1986).

A cavidade da boca é um dos ambientes sépticos do organismo, suportando uma microbiota complexa, tanto sob o ponto de vista qualitativo como quantitativo; essa complexidade fica perfeitamente caracterizada pela presença de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, fungos, protozoários e vírus, distribuidos em significativas concentrações, nos quatro principais ecossistemas orais (SHEARER 40 1996) – epitélio bucal, dorso da língua, superfície dentária supra gengival e superfícies dentária e epitelial subgengival e na saliva, que não possui microbiota própria, pois expressa, pelo menos em parte, o que existe nos sítios da boca.

No exercício da prática odontológica, uma série de doenças infeccio-sas pode ser transmitida para pacientes e profissionais, sendo que os microrganismos causadores dessas doenças, podem ser vírus, bactérias, fungos e protozoários (MARTINIANO E MARTINIANO28 1999).

Considerando os microrganismos orais, as bactérias possuem a maior importância entre os agentes patogênicos, participando da etiologia de doenças endógenas, como a cárie, doença periodontal e patologias pulpar e periapical.

Os microrganismos cariogênicos, em nível de esmalte, dentina e cemento, são Streptococcus mutans, S. sobrinus, Lactobacillus, Actinomyces viscosus e A. naeslundii. 

Através do controle da infecção, podemos evitar as infecções sérias e até mesmo a morte. Várias fontes com potenciais de infecção estão presentes na Clínica Odontológica: mãos, saliva, secreções nasais, sangue, roupas e cabelo, assim como instrumentais e equipamentos.

ROSSETINI, em 1984, no Brasil, foi o primeiro a alertar e indicar os problemas do contágio na prática odontológica, destacando as evidências do risco, as vias potenciais de transmissão bem como medidas para reduzir a contami-nação.

Algumas das doenças infecciosas de maior relevância na Odontologia passíveis de serem contraídas são: hepatites, AIDS, difteria, herpes, rubéola, sa-rampo, influenza (gripe), caxumba (parotidite), tuberculose.

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Protocolo de Biossegurança - Apresentação

  • Publicado em Biossegurança

Controle de Infecção Cruzada na Prática Odontológica

O objetivo deste trabalho é identificar os riscos existentes no exercício da Odontologia para o cirurgião-dentista, para os alunos e demais pessoas envolvidas nas atividades odontológicas e propor medidas eficazes para impedir contágios.

Há necessidade imediata de que toda a classe odontológica conscientize-se de que o consultório e clínicas odontológicas são ambientes de risco, e que tanto o paciente como o profissional ou o aluno de Graduação podem contaminar-se nesse ambiente.

Mudanças são necessárias na rotina do trabalho odontológico e tais mudanças não devem ser encaradas como obstáculos ao exercício da Odontologia, mas estímulos para uma evolução que se faz extremamente necessária no momento.

Informação, responsabilidade e determinação são os ingredientes necessários na luta contra a contaminação nos consultórios e nas clínicas odontológicas e cumprir o protocolo de controle de doenças transmissíveis é o desafio diário de todos nós.

Documentação elaborada por:
Elza M. Thomazini
Bióloga - CRBio: 26143/01

 
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