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Bioquímica (14)

Preparo de uma solução a partir de outra

Transformações de Unidades de Concentração

Muitas vezes no laboratório nos deparamos com situações em que queremos preparar uma solução de determinada unidade de concentração e dispomos de uma solução da mesma substância, porém expressa em outra unidade de concentração ou expressa na mesma unidade, mas de concentração diferente.

Quando estiver na mesma unidade de concentração trata-se de um cálculo simples de diluição, porém se em unidades diferentes, requer um cálculo mais elaborado, como descrito abaixo:

1- Preparo de soluções a partir de soluções de mesma unidade de concentração: Cálculo de Diluição

Trata-se de calcular o volume (V1) de solução de concentração que disponho no laboratório (C1), o qual contenha a massa (m) de substância que diluída no volume (V2) de solução desejada, seja obtida a concentração desejada(C2).

A fundamentação é que a concentração é uma relação de massa por volume (C = m / V).

Observe o exemplo:

2- Preparo de uma solução a partir de soluções expressas em outras unidades de concentração.

A primeira providência a ser tomada é deixar as duas soluções na mesma unidade de concentração, isto é, transformar a unidade de concentração da solução em que tenho na unidade de concentração da solução que desejo.

Observe os exemplos abaixo:

a) Quero uma solução em Porcentagem de determinada substância e tenho uma solução dessa substância em Molaridade.

 

Obs: Como medida de sugurança, principalmente quando se usa ácido concentrado ( p.e. ácido sulfúrico puro), não se deve adicionar água no ácido, mas sim o inverso. Quando em contato com a água, o ácido ioniza-se com alta liberação de calor, podendo atingir a temperatura de ebulição da água com projeção de líquido.

Portanto, sempre adicione uma quantidade de água no balão volumétrico antes de adicionar um ácido ou uma base, espere esfriar e complete com o volume necessário.

b) Quero uma solução em Molaridade de determinada substância e tenho uma solução dessa substância em Porcentagem.

c) Quero uma solução em ppm de determinada substância e tenho uma solução emporcentagem do sal dessa substância.

Passo a Passo para o Cálculo

a) Tenho uma solução em uma determinada concentração e quero diluí-la

1- Selecionar na janela "Preparar uma solução a partir de outra expressa na mesma unidade de concentração"
2- Digite:
a) A concentração desejada ;
b) O volume desejado;
c) A concentração existente;
4- Pipetar a quantidade calculada dissolver em água purificada e completar o volume desejado de solução.

b) Tenho uma solução em porcentagem e quero uma solução em molaridade

1- Selecionar na janela " Preparar uma solução em molaridade a partir de outra expressa em porcentagem"
2- Digite:
a) A concentração da solução em porcentagem (%);
b) A massa molecular;
c) A molaridade desejada;
d) O Volume desejado (mL);
4- Pipetar a quantidade calculada dissolver em água purificada e completar o volume desejado de solução.

c) Tenho uma solução em molaridade e quero uma solução em porcentagem

1- Selecionar na janela "Preparar uma solução em porcentagem a partir de outra expressa em molaridade"
2- Digite:
a) A concentração da solução em molaridade (M);
b) A massa molecular;
c) A porcentagem desejada;
d) O Volume desejado (mL);
4- Pipetar a quantidade calculada dissolver em água purificada e completar o volume desejado de solução.

d) Tenho uma solução em porcentagem e quero uma solução em ppm

1- Selecionar na janela "Preparar uma solução em ppm a partir de outra expressa em porcentagem"
2- Digite:
a) A massa molecular do sal;
b) A massa atômica da substância desejada;
c) A concentração em ppm desejada;
d) O Volume desejado (mL);
4- Pipetar a quantidade calculada dissolver em água purificada e completar o volume desejado de solução.

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Solução em ppm

Preparo de Soluções em ppm (Partes por Milhão - ppm)

Embora não seja uma maneira usual de expressar a concentração de soluções, ela é bastante usada quando o soluto se apresenta em concentrações muito baixas ("traços") numa solução ou sólido. É bastante empregada em odontologia para expressar a concentração de fluoreto na água, em produtos para higiêne bucal.

ppm se refere a partes por milhão, isto é, a proporção do soluto em 106 partes da solução. Assim, por exemplo, a água a 1,0 ppm F contém 1 mg F/ 1L H2O = 1 mg F/ 1000 g H2O = 1 mg F/ 1000000 mg H2O = 1 parte/ 106 partes da solução.

Para preparar uma solução contendo 225 ppm Fsão geralmente usados os sais que contém o elemento referido. Esses sais estão numa forma sólida, portanto, basta calcular o peso do sal que fornecerá a massa da substância desejada para preparar o volume de solução na concentração requerida. Geralmente é usado o sal NaF sendo calculada a massa desse sal que contém a massa de F- necessária para preparar o volume da solução desejada para esse íon, tendo determinada concentração.

Por outro lado, a substância desejada pode estar na forma líquida, caso do H2SiF6 (ácido flúor silícico). Nesse caso será necessário calcular o volume desse ácido que fornecerá a massa de fluoreto para preparar determinado volume de solução na concentração desejada. Para tal é necessário saber a densidade do ácido de estoque H2SiF6.

Temos dois exemplos abaixo, em ambos vamos preparar uma solução de fluoreto, um com o sal NaF e outro com o H2SiF6, que é muito usado na água fluoretada em estações de tratamento de água. No segundo caso temos 6 átomos de flúor, então devemos considerar todos esses átomos no cálculo do preparo da solução.

Exemplo - NaF:

Exemplo - H2SiF6

Passo a Passo no Preparo de Solução em ppm
1- Pegar no almoxarifado o frasco do soluto ou da solução;
2- Informar concentração do produto desejado;
3- Informar o volume em mL desejado;
4- Informar a massa molecular do produto;
5- Informar a massa atômica do elemento desejado para o preparo da solução;
6-Informar o número de átomos do elemento desejado na fórmula do sal;
7- Informar o número de átomos da substância desejada;
8- Informar a pureza do soluto ou solução, como informado no rótulo; 
9- Selecionar o estádo físico;
10- Pesar ou pipetar o calculado e preparar a solução de acordo com o volume desejado informado e os princípios laboratoriais de preparo de soluções.

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Solução Tampão

Solução Tampão

São soluções usadas para tentar manter o pH dentro de uma faixa ideal para determinado procedimento laboratorial. Embora no presente haja disponível no mercado soluções tampões, na maioria das vezes essas são preparadas pelo usuário. 
Para tal é necessário um conhecimento teórico sobre tampões e familiaridade com operações matemáticas.
Assim, uma solução tampão é composta de um par ácido fraco (ácido conjugado) e seu sal (base conjugada), mas um tampão pode também ser composto de uma base fraca (base conjugada) e seu respectivo par (ácido conjugado).
Exemplificando, tampão acetato é composto de ácido acético (H3CCOOH) e íon acetato (H3CCOO- ). Ele pode ser preparado a partir do ácido acético e um dos seus sais (acetato de sódio ou potássio). 
Entretanto, mesmo não havendo no laboratório o sal acetato é possível preparar tampão acetato só a partir de ácido acético adicionando-se NaOH ou KOH para gerar o sal correspondente.  
Com relação aos tampões tendo bases como seus componentes o mais comum é o tampão Tris (tris-hidroximetilaminometano). Atualmente os componentes acido/base conjugados do tampão Tris pode ser encontradas comercialmente, isto é, o Tris- base (base conjugada)
e o tris Cloridrato de Tris (Tris-ácido, ácido conjugado) para o preparo do tampão. Entretanto na maioria das vezes só é encontrado no almoxarifado o Tris-base, de tal modo que para preparar  esse  tampão,  será  necessário  gerar o tris-ácido pela adição de HCl.
Devido a dificuldade com os cálculos e da disponibilidade no laboratório dos componentes do tampão, foi idealizada essa ferramenta de cálculos, desenvolvida a partir de uma planilha Excel antes usada, facilitando o processo. Entretanto para o seu bom uso um conhecimento teórico é requerido e alguns conceitos são relevantes:

1- Concentração do tampão: é expressa em molaridade e representa a soma das concentrações dos dois componentes do tampão (ácido+base). Exemplificando, tampão acetato 0,1 M significa que a soma do número de mols do ácido mais a do sal é igual a 0,1.

2- pH do tampão : é dado pela relação do nº.de mols do sal pelo ácido e matematicamente expressa pela fórmula:

pH = pKa + log [sal] / [ácido] (1)

pKa = -log Keq

Sendo que pka é uma constante para determinado ácido, valor esse encontrado em manuais de laboratório, e Keq é a constante de equilíbrio de dissociação do ácido fraco.

Não se esqueça de que também temos os ácidos polipróticos, que funcionam como tampões, ao qual são moléculas que apresentam mais de um hidrogênio ionizável, capazes de doar dois ou mais prótons formando ácidos conjugados de tampões. O caso mais conhecido é do ácido fosfórico (H3PO4), o qual tem 3 pKas (pKa1 = 2,14; pKa2 = 6,86 e pKa3 = 12,4)

Assim, geralmente o tampão fosfato é utilizado para menter o pH de uma solução ao redor de 7. Logo, os componentes ácido-base do tampão fosfato para manter um pH de 7, por exemplo 7,4 poderão ser os sais ácidos NaH2PO4 ou KH2PO4 e os sais Na2HPO4 ou K2HPO4 que funcionarão como base conjugada.

Então nos cálculos da relação sal/ácido necessária para menter o pH de 7,4 deve ser utilizado o pKa correspondente que é o pKa2 = 6,86.


Etapas de cálculos para o preparo de tampões:

1º Calcular pela equação (1) a relação do nº de mols de acido pelo de sal para fornecer o pH desejado, obtendo-se uma equação matemática com 2 incógnitas.

(1) Sal / ácido = x

2º Como a soma do nº mols de sal mais ácido é igual ao nº de mols(n) total do tampão é obtida uma segunda equação matemática(2).

(2) Sal + Ácido = x

3º A partir das 2 equações é calculado o nº de mols de sal e de ácido necessários para fornecer a concentração e o pH final do tampão.

Essas fórmulas foram embutidas no sistema de cálculos mostrados a seguir, possibilitando o cálculo da massa ou volume do soluto necessário para o preparo de um tampão e para tal as seguintes etapas devem ser seguidas para cada sistema em particular.

Passo a Passo no Preparo de Solução Tampão

a)Disponho no laboratório dos dois componentes do tampão.

Passo a passo para o calculo:

1- Selecionar na janela "tenho ácido e base (sal)";
2- Selecionar no sistema de calcular o ácido componente do tampão, se ele é um sólido ou líquido;
3Informar :
a) o pH desejado do tampão;
b) A concentração molar desejada;
c) O volume (em litros) do tampão;
d) As massas moleculares e as purezas dos componentes ácidos e base (sal) do tampão;
e) O pKa do ácido monoprótico componente do tampão ou pKaapropriado do ácido polipróticos;
f) Se o ácido do tampão for um líquido informar a densidade.
4- Pesar ou pipetar os valores obtidos para o sal e ácido;
5- Dissolver e completar para o volume final desejado de solução;
6- Checar o pH e se necessário acertar;
7- Completar o volume e armazenar em frascos devidamente rotulados, como ilustrado em %.

b) Há no laboratório somente o componente ácido do tampão

Exemplo:
a) Tenho só ácido láctico e preciso de tampão lactato de Na, i.e, não tenho o sal lactato de sódio (Na), ou  
b) Só tenho NaH2PO4, preciso de tampão fosfato pH 7,4 mas não tenho o sal (Na2HPO4)

Nesses casos o nº mols de sal será gerado por uma solução de NaOH 1,0 M a qual deverá ser preparada pelo usuário.

Passo a Passo para o Cálculo:

1- Selecionar na janela "tenho somente o ácido";
2- Selecionar a forma física do ácido ;
3- Informar :    
a) O pH desejado do tampão;
b) A concentração desejada para o tampão;
c) O volume (em litros) da solução tampão;
d) O pka do ácido monoprótico componente do tampão ou pKa apropriado do ácido poliprótico;
e) A massa molecular e a pureza do componente ácido do tampão;
f) Se o ácido for líquido, digite a sua densidade.
4- Pesar ou pipetar a quantidade de ácido calculado;
5- Dissolver o ácido em volume de água menos (75% menor que o volume final desejado de solução);
6- Adicionar o volume calculado de NaOH 1,0 M;
7- Verificar o pH e acertar se necessário;
8- Completar o volume e armazenar em frascos devidamente rotulados, como ilustrado em %.

c) Há no laboratório sómente a Base Conjugada


Exemplo:
a)Tenho só Tris-base e preciso de tampão Tris 0,1M pH 7,0
b)Assim o componente ácido do tampão será gerado por uma solução de HCl 1,0 M, o qual deverá ser preparado pelo usuário

Passo a passo para o calculo:


1. Selecionar na janela "tenho somente a base" ;
2. Selecionar a forma física da base;
3. Informar :
a) O pH desejado do tampão;
b) A concentração desejada para o tampão;
c) O volume (em litros) da solução tampão;
d) O pka do ácido componente do tampão;
e) O pKa do ácido monoprótico componente do tampão ou pKaapropriado do ácido poliprótico;
f) Se o ácido for líquido, digite a sua densidade;
4. Pesar ou pipetar a quantidade de ácido calculado;
5. Dissolver o ácido em volume de água (75% menor que o volume final desejado de solução);
6. Adicionar o volume calculado de HCl 1,0 M;
7. Verificar o pH e acertar se necessário;
Completar o volume e armazenar em frascos devidamente rotulados, como ilustrado em %.

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Normalidade

Normalidade

Embora soluções expressas em molaridade atendam os requisitos da maioria das pesquisas, ela também tem suas limitações quando o comportamento ácido/base de determinado soluto precisa ser considerado. Assim, por exemplo, soluções de ácido clorídrico (HCl) e ácido sulfúrico (H2SO4) ambas na concentração molar por exemplo 1,0 M, embora sejam iguais em termos do número de mols em solução, elas são totalmente diferentes em termos de poder ácido-base. 
Isso é devido ao fato que enquanto o HCl tem apenas 1H ionizável libera 1H+ (próton para a solução) H2SO4 possui 2H ionizáveis, isto é, libera 2H+ para a solução. 
Desse modo, a concentração de H+ numa solução 1,0 M de H2SO4 é 2x maior do que a da solução de HCl na mesma concentração molar. Em outras palavras, são soluções totalmente diferentes quanto ao comportamento ácido.
Esse mesmo raciocínio é valido para bases em termos de números de íons hidroxilas (OH-) ionizáveis, que podem ser liberados para a solução,por exemplo, NaOH vs Ca(OH)2
Logo, para contemplar essa diferença da capacidade de diferentes solutos liberarem H+ ou OH- para a solução é usada a unidade de concentração chamada de Normalidade que matematicamente é simplesmente a concentração em Molaridade normalizada pelo número de H+ ou OH- ionizáveis de um soluto.

Passo a Passo no Preparo de Soluções em Normalidade

1-Pegar no almoxarifado o frasco do soluto;
2-Anotar o massa molecular especificado no rótulo;
3-Anotar a pureza descrita no rótulo;
4-Anotar a densidade, se o soluto for liquido;
5-Certificar quantos H+ ou OH- ionizáveis há na estrutura química do soluto;
6-Selecionar a planilha de cálculos de acordo com a natureza física do soluto, líquido ou sólido;
7-Informar o solicitado:
a) Concentração desejada de solução;
b) Volume desejado de solução;
c) Massa Molecular do soluto;
d) Nº. de H+ ou OH-;
e) Densidade, se o soluto for líquido.
8-Clicar em Calcular;
9-Pesar ou pipetar a quantidade calculada dissolver em água destilada e completar o volume desejado de solução; transferir para o frasco de armazenamento e rotular devidamente como ilustrado em %.

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Molaridade

Molaridade

Comparado com %, trata-se de um modo mais apropriado de expressar a concentração de soluções. Assim, por exemplo, embora as soluções de glicose e sacarose ambas a 1% sejam iguais em termos de massa de soluto pelo volume de solução, elas são totalmente diferentes em termos de numero de moléculas em solução e isso tem tremendas implicações bioquímicas ou fisiológicas.
Ao contrário da porcentagem que não diferencia de fato quantas moléculas há em solução com a mesma concentração porcentual, por exemplo, glicose a 1% versus sacarose a 1%, a molaridade expressa o nº de mols de soluto em 1 litro (L) de solução.
Isso reforça a importância de conhecer e expressar a concentração de soluções em molaridade a qual é simbolizada pela letra maiúscula M.

Os cálculos necessários para determinar calcular a massa (ou volume) de um soluto para preparar determinada solução de concentração molar desejada estão embutidos na ferramenta de cálculos a seguir.
Deve ser enfatizado, que no caso de preparo de soluções em molaridade, não há como no caso de %, preocupação de saber se o soluto tem ou não água de cristalização, pois isso já está compensado no peso molecular do mesmo.

Passo a Passo no Preparo de Solução em Molaridade

1- Pegar no almoxarifado o frasco do soluto;
2- Anotar a massa molecular do soluto (não se preocupe com água de cristalização);
3- Anotar a pureza do soluto;
4- Se líquido, anotar a densidade do soluto;
5- Selecionar a ferramenta de cálculo se o soluto for sólido/líquido;
6- Lançar as informações solicitadas pela ferramenta de cálculo;
7- Pesar (g) ou pipetar (mL) o valor calculado;
8- Preparar a solução como já descrito no passo a passo em porcentagem (%).

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Porcetagem

Porcentagem (%)

É o modo mais simples de expressar a concentração química de uma solução, a qual pode ser feita de três maneiras:

a)% Peso/Volume (P/V) -  gramas de  soluto em  100 mL de solução.

Expressa quantas gramas de soluto há em  100 mL  de  solução. Assim, por exemplo uma solução de NaCl a 0,9 % contém, 0,9 gramas de NaCl em 100 mL de solução, cujo  solvente, quando não explicito, é a água. A água usada no preparo de soluções pode ser desde a água destilada ou dependendo da pesquisa uma água altamente purificada indo desde a livre de íons minerais até aquela livre de DNAse, RNAse. Quando uma solução porcentual é expressa em p/v fica implícito que se refere a g %, isto é, gramas de soluto em 100 mL de solução. Portanto não é necessário colocar a unidade de medida, NaCl 0,9 g %, basta NaCl a 0,9 %.
Entretanto, quando a porcentagem do soluto não está em gramas é necessário especificar, por exemplo, solução de glicose a 100 mg %.
Embora possa parecer simples preparar uma solução em %, um cuidado especial deve ser tomado com relação aos solutos na forma cristalina (sólida, pó). Assim, algumas substâncias possuem na sua estrutura química, água de cristalização enquanto outras são sólidos cristalinos anidros. Isso consta dos rótulos dos frascos dos produtos e é o primeiro detalhe para o qual devemos estar alertas quando do preparo de solução em %. 
Por exemplo, NaCl geralmente é um sólido cristalino anidro (sem moléculas de água de cristalização em sua estrutura molecular). Assim, para ser preparado 100 mL de NaCl a 0,9% bastaria pesar 0,9 g do produto, dissolver e completar para 100 mL com água purificada. 
Por outro lado, sulfato de cobre é um sal que geralmente contém em sua estrutura 5 moléculas de água de cristalização (CuSO4.5H2O) e isso precisa ser levado em consideração nos cálculos quando do preparo de soluções. Assim, se por  exemplo for preciso preparar  250 mL de sulfato de cobre a 5% essa solução deverá conter 5 g de CuSO4 em 100 mL de solução. Como preciso de 250 mL a solução deverá conter 12,5 g de CuSO4 nesse volume. 
Entretanto, se for pesado 12,5 g do CuSO4.5H2O será pesado menos do necessário porque se estará pesando a água de cristalização. Desse modo, deve ser feito um cálculo para compensar essas moléculas, o que daria um peso final de 19,5 g de CuSO4.5H2O. 
Além do cálculo de compensação das águas de cristalização, também devem ser feitas as correções quanto a pureza do soluto, pois nem todos são 100% puros.
A ferramenta de cálculos, encontrada no final dessa exposição teórica, faz automaticamente todas essas operações matemáticas a partir das informações fornecidas pelo usuário.

b) % Peso por Peso  ( p/p)   - gramas de soluto em 100 g de solução.

Expressa quantas gramas de soluto há em 100 gramas de solução e se o solvente é água (d=1,0) equivale a % em (p/v) descrita antes. 
Essa não é uma maneira usual de expressar a concentração de soluções preparadas em laboratórios, mas se assim for feita deve fica explicito que a % é em p/p.
Por outro lado, deve ser alertado que a concentração dos ácidos comprados (estoque) a partir dos quais são preparadas soluções está sempre expressa em % p/p.
Assim, no almoxarifado dos laboratórios há HCl a 36% H2SO4 a 98% ou H3PO4 a 85% e em todos a % se refere a p/p. Assim, a partir da densidade desses ácidos, a qual está sempre expressa em g/mL podemos calcular qual o volume de ácido concentrado que desejamos pipetar para conter a massa (g) de ácido necessária para preparar uma solução de determinada concentração desejável.

c) % Volume/Volume (v/v) - mL (ou L) de soluto em mL (ou L) de solução.

Expressa quantos mL de um soluto numa forma líquida há em 100 ml de solução final.
Assim, por exemplo, etanol a 75%(v/v), significa que foi misturado a proporção de 75 mL de etanol puro com 25 mL de água.
Essa não é uma maneira usual de preparar soluções e geralmente é usada quando da mistura de vários solvente. Portanto, precisa ficar explícito nos rótulos dos produtos que se refere a % em v/v para evitar erros.

Passo a Passo no Preparo de Solução em Porcentagem (P/V)
1- Pegar no almoxarifado o frasco do soluto;
2- Se o soluto for sólido verificar pela fórmula molecular contida no rótulo se ele contém água de cristalização;
3- Se o soluto tiver água de cristalização anotar do rótulo:
a) A massa molecular do produto;
b) Número de moléculas de água de cristalização.
4- Se o soluto for liquido, anotar sua densidade (g/mL);
5- Anotar a pureza do soluto, como informado no rótulo;
6- Abrir a tela de cálculos e lançar essas informações na ferramenta de cálculos em complementação a concentração desejada e volume de solução;
7- Anotar o peso (soluto sólido) ou volume (soluto liquido) obtido
8- Pesar ou pipetar o calculado e preparar a solução de acordo com o volume desejado informado segundo os princípios laboratoriais de preparo de soluções, ilustrado nas figuras a seguir.

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Ferramenta para Preparo de Soluções Químicas

Desenvolvimento

Essa ferramenta foi inicialmente desenvolvida por duas alunas do curso de Ciências da Computação da EEP Elisângela Ferreira e Valéria Moreira. Em 2012, foi aperfeiçoada pela aluna de graduação da Fop Unicamp, Monique Gimenez, sob orientação do Professor Dr. Jaime Cury, possibilitando àqueles não familiarizados com os cálculos requeridos que isso seja feito com facilidade, praticidade, rapidez e precisão exigida.

Sistema de Cálculos Laboratorial para o Preparo de Soluções Químicas

Soluções químicas

Embora no presente sejam encontradas a venda soluções químicas com a concentração desejada para a realização de determinada análise ou pesquisa, o preparo de soluções é ainda uma rotina em muitos laboratórios, mesmo porque a maioria dos reagentes necessários para determinado procedimento analítico não está disponível comercialmente.

Nossos Laboratórios

Laboratório de Bioquimica Oral

O laboratório de Bioquímica Oral da FOP-UNICAMP realiza pesquisas sobre biofilme dental e uso de fluoreto em Odontologia e para tal possui os equipamentos necessários para esse fim. Galeria de fotos do laboratório de Bioquimica Oral da FOP.

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Prestação de Serviços

Área de prestação de serviço, gerenciada pela FUNCAMP, para análise de flúor objetivando o heterocontrole da fluoretação da água de abastecimento público e garantindo a qualidade de higiene bucal oferecidos a população, assim como daqueles de uso odontológico.

Serviço de consultoria relativo a uso de flúor em odontologia oferecido ao setor público e privado, de acordo com as normas da UNICAMP.

Área de prestação de serviços, gerenciada pela FUNCAMP (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp), para análise de flúor objetivado.

  1. o heterocontrole da fluoretação da água de abastecimento público;
  2. o controle de qualidade de produtos para a higiene bucal oferecidos a população;
  3. o controle de qualidade de produtos odontológicos de uso profissional.
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