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Cepae

Bem vindo

O Cepae é uma unidade de pesquisa e serviço vinculada à Área de Psicologia Aplicada do Departamento de Odontologia Social da FOP-Unicamp.

Atuando desde 1993, tem se destacado como um importante centro de capacitação de profissionais das áreas de Odontologia, Psicologia, Nutrição e Fonoaudiologia para atuação interdisciplinar preventiva precoce.

O conhecimento gerado por meio do desenvolvimento de pesquisas serve como fundamentação para a prestação de serviços à comunidade, que beneficiam centenas de mães e crianças que procuram por um atendimento diferenciado.

Ao longo destes anos de atuação, o Cepae tem conseguido atingir seu principal objetivo: aliar serviço de qualidade, fruto de muito estudo e trabalho sério, ao acolhimento do paciente e de sua família, contribuindo para a disseminação de conceitos de saúde na comunidade.

 

Curso de Extensão Universitária

O Cepae oferece dois Cursos Gratuitos de Extensão Universitária:

Módulo I: Práticas Clínicas e Comportamentais no Atendimento Interdisciplinar de Crianças de 0 a 5 anos

Módulo II: Atendimento preventivo precoce de bebês e crianças: integração das diversas áreas da saúde.

Estes cursos são oferecidos de forma gratuita e somente para os profissionais que atuam no Cepae.

Não são aceitas inscrições de pessoas que não fazem parte da equipe do Cepae.

 

Dicas e Dúvidas

O leite materno é um alimento completo e contém TUDO de que o bebê necessita.

Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida da criança, sem oferecer água, chá ou outros alimentos.

Não existe leite fraco. Cada mãe produz o leite adequado para o seu filho.

Quanto mais o bebê sugar o peito, mais leite será produzido.

Não ofereça a chupeta para que o bebê pare de chorar. O choro é sua única forma de comunicação. Investigue a causa do choro e tente resolver o problema.

  1. HÁBITOS ORAIS: CHUPETA, MAMADEIRA E DEDO
  2. FISSURA MAMILAR
  3. INGURGITAMENTO
  4. CÓLICAS
  5. ÁGUA PARA O BEBÊ
  6. USANDO PEITO COMO CHUPETA
  7. ALIMENTAÇÃO DA MÁE
  8. AMAMENTAR FILHO DE OUTRA MÃE
  9. CRIANÇA OBESA
  10. EVACUAÇÃO DO BEBÊ
  11. BEBÊ CHORA APÓS SER AMAMENTADO
  12. AMAMENTAÇÃO DE GÊMEOS
  13. SAPINHO
  14. PARTICIPÁÇÃO DO PAI NO ALEITAMENTO
  15. A FAMÍLIA E O ELEITAMENTO: CANSAÇO NO PÓS-PARTO
  16. DICAS PARA UMA BOA NOITE DE SONO
  17. ORDENHA E ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO
  18. INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS

1. HÁBITOS ORAIS: CHUPETA, MAMADEIRA E DEDO

Dicas para interrupção de hábitos orais

  1. Retirar a chupeta e o dedo no momento em que a criança dormir.
  2. Evitar levar a chupeta e/ou mamadeira aos passeios.
  3. Retirar a chupeta/mamadeira durante as brincadeiras e para conversar.
  4. Realizar pequenos furos com uma agulha no bico da chupeta.
  5. Evite utilizar prendedores, panos e fraldas amarrados à chupeta.
  6. Procure reduzir o número de chupetas e mamadeiras que a criança possui.
  7. Ofereça trocar a mamadeira por copos coloridos e visualmente atraentes.
  8. Para a criança que toma mamadeira na posição sentada, aumente o furo do bico da mamadeira diariamente.
  9. Incentive a criança a tomar o leite sentada à mesa, junto dos familiares, usando um copo.
  10. Solicite à criança retirar da boca o dedo, a mamadeira ou a chupeta quando quiser falar com você, explicando à ela que, caso contrário, você não consegue compreendê-la.
  11. Avisar a criança de que quando a chupeta ou a mamadeira que está sendo usada acabar, não será substituída.
  12. Motivar a criança quando ela não estiver praticando o hábito, brincando com ela, levando-a para passear, parabenizando-a, enfatizando o fato da criança ficar mais bonita quando não está com a chupeta ou mamadeira, etc.
  13. Distrair a criança com atividades que requerem o uso da fala (cantar, adivinhar nomes de objetos, etc.) e da mão (para as crianças que sugam o dedo ou roem unha: pintura, desenho, modelagem de massa, etc.).
  14. Mostrar que pessoas que ela admira não usam chupeta, mamadeira ou dedo, sem fazer comparações que humilhem a criança.
  15. Para as crianças que sugam o dedo ou roem unhas: pintar as unhas, colar adesivos, amarrar laços de fita, fazer desenhos com caneta hidrocor, etc.
  16. Oferecer às meninas um batom, estabelecendo a seguinte regra: quando estiver de batom, não deve sugar dedo, usar chupeta ou mamadeira ou roer unhas.
  17. Ofereça um brinquedo novo em troca da interrupção do hábito;
  18. Nos momentos de sono, quando há maior probabilidade da criança solicitar a chupeta e a mamadeira ou sugar o dedo, procure permanecer em sua presença até que ela adormeça. Vale segurar suas mãos, contar uma estória e oferecer um brinquedo para a criança segurar. Explique que você entende que esta fase de interrupção do hábito é difícil, mas que você estará sempre presente para ampará-la e que ela terá sucesso. No início do processo de interrupção do hábito, caso a criança ainda solicite a chupeta ou sugue o dedo para dormir, aguarde até que ela adormeça e remova a chupeta ou o dedo de sua boca.
  19. Usando linguagem apropriada para a faixa etária, explique para a criança que o bico da chupeta e da mamadeira acumulam bactérias, mesmo após terem sido lavadas e que, sob suas unhas, mesmo quando limpas, ainda há microorganismos.
  20. Durante o processo de transição entre a mamadeira e o copo, incentive a participação da criança na preparação de vitaminados ou shakes, utilizando frutas, iogurtes ou sorvetes, a fim de deixar o leite mais saboroso, com uma apresentação atraente.

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2. FISSURA MAMILAR

Informações em atualização, aguarde!

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3. INGURGITAMENTO

Minha mama está endurecida e cheia. O bebê nem consegue sugar.

Este quadro é chamado de ingurgitamento. A ocorrência deste problema de mama é comum nas primeiras semanas de vida da criança, pois o organismo da mãe determina uma produção excessiva de leite a fim de garantir alimento suficiente ao bebê. Como o bebê não consegue mamar todo o leite produzido, há o acúmulo do mesmo nas ampolas lactíferas (reservatórios de leite na mama).

As medidas de prevenção e tratamento desta alteração são as mesmas: retirar um pouco de leite antes de cada mamada ou quando a mama estiver muito cheia. Iniciar o procedimento com a massagem das mamas, realizando movimentos circulares com a ponta dos dedos e, em seguida, fazer a ordenha. Esta medida fará com que o peito fique mais maleável e com o mamilo protruído, facilitando a pega.

A ordenha manual é mais indicada do que a realizada com bombas. Na ordenha manual, há a compressão das ampolas lactíferas onde o leite está acumulado. As bombas fazem apenas sucção negativa, fracassando na remoção do leite e aumentando o risco de ocorrência de fissuras mamilares.

Quando o ingurgitamento não é tratado, o processo pode evoluir para um quadro de mastite. Neste estágio, apenas os procedimentos de massagem e ordenha não são suficientes para resolver o problema. A mãe deve procurar um médico para que a extensão do processo inflamatório seja avaliada. Na maioria dos casos, é indicada a prescrição de analgésico e antibiótico (desde que seja compatível com a amamentação natural). Se a mastite não for tratada, pode desenvolver um abscesso, o qual deve ser tratado com procedimento cirúrgico. É muito importante procurar um profissional que incentive a manutenção da amamentação natural durante o tratamento destes problemas de mama.

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4. CÓLICAS

O que devo fazer para diminuir as cólicas de meu bebê?

As cólicas são mais intensas no 1° e no 2° mês de vida do bebê e, normalmente, aparecem de 01 a 02 horas após a mamada. Verifique se a criança não está engolindo ar durante as mamadas, que acontece devido à pega incorreta da mama. Outra causa de cólicas é mamar somente o leite do início da mamada, que contém uma maior quantidade de lactose que fermenta e favorece a formação de gases. Geralmente, os pais se desesperam e introduzem outros alimentos, tais como chás com açúcar ou mel. Entretanto, estes alimentos só pioram as cólicas pois também fermentam. A cólica não é motivo para se preocupar pois ela é própria da idade, devido ao aparelho digestivo estar iniciando o seu funcionamento.

Sintomas mais comuns da cólica:

  • Choro intenso
  • Contração das pernas
  • Vermelhidão do rosto e caretas
  • Inquietação do bebê

1.Como prevenir as cólicas do bebê?

  • Colocar o bebê para arrotar após cada mamada;
  • Ao embalar o bebê, evitar fazer movimentos muito intensos;
  • Identificar quais alimentos ingeridos pela mãe aumentam a ocorrência de cólicas nos bebês;
  • Massagear a barriga do bebê: com as mãos aquecidas, fazer movimentos circulares na barriga do bebê durante 2 minutos, de 4 a 5 vezes por dia;
  • Fazer ginástica com as perninhas do bebê: movimentar as pernas do bebê como se ele estivesse pedalando uma bicicleta. Repetir o movimento 10 vezes com cada perna, alternando-as;
  • Fazer compressas quentes na barriga do bebê: colocar uma fralda aquecida (à ferro ou em água morna) ou bolsa com água morna sobre a barriga do bebê (por sobre a roupa) 3 a 4 vezes ao dia.

2.Como reduzir as cólicas no momento da crise?

Nos momentos das crises de cólicas, mantenha a calma! Transmita segurança para o bebê!

  • Colocar o bebê deitado de bruços (barriga para baixo) no seu antebraço ou sobre sua barriga, mantendo a barriga do bebê aquecida;
  • Fazer compressas quentes na barriga do bebê, tal como descrito acima;
  • A medicação, prescrita pelo médico, deverá ser oferecida somente quando todas as alternativas descritas acima tiverem sido utilizadas sem obter sucesso.
  • Não oferecer chás ou algum outro líquido, em especial aqueles contendo açúcar.

Não hesite em pedir ajuda! Os profissionais do Cepae estão sempre à sua disposição!

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5. ÁGUA PARA O BEBÊ

Por que não devo oferecer água ao bebê antes dos seis meses de vida?

Até os seis meses, o bebê deve receber apenas o leite materno, pois em sua composição existe água suficiente para hidratar adequadamente o bebê.

O estômago do bebê é pequeno e a água pode ocupar um espaço que poderia ser ocupado por leite materno. Então a criança pode mamar menor quantidade de leite, deixando de receber os nutrientes que são realmente importantes para seu desenvolvimento. Isso também ocorre quando se oferece chá ao bebê.

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6. USANDO PEITO COMO CHUPETA

Meu filho faz meu peito de chupeta. O que devo fazer?

Todo o bebê tem uma necessidade de sucção, que é suprida com o ato da amamentação natural. Em muitos casos, devido ao fato do peito estar cheio, o bebê não precisa fazer muito esforço para sugar, pois recebe o leite com muita facilidade. Após alguns minutos, o bebê já recebeu a quantidade de leite suficiente para satisfazer suas necessidades nutricionais, mas ainda não supriu a necessidade fisiológica de sugar. Frente a isso, após a mamada, ele ainda precisa sugar, fazendo então, o peito de “chupeta”. Para evitar que isso aconteça, é importante que a mãe retire um pouco de leite antes de iniciar a mamada, caso seu peito esteja muito cheio. Assim, o bebê fará mais força para retirar o leite do peito, suprindo tanto a necessidade nutricional quanto à necessidade de sucção.

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7. ALIMENTAÇÃO DA MÁE

Posso comer todos os alimentos ou preciso fazer dieta durante a amamentação?

É natural que o apetite aumente durante o período de amamentação.

Não se preocupe! A maioria das mães precisa ingerir cerca de 500 calorias a mais todos os dias. As mães que ganham peso suficiente durante a gravidez precisam de menos calorias, já que podem utilizar a gordura corporal e outras fontes acumuladas durante a gravidez.

O importante é manter uma alimentação equilibrada, saudável e completa. Para isso é preciso ingerir alimentos energéticos (como arroz, pães e massas), construtores (todos os tipos de carnes e feijões) e reguladores (frutas e verduras). A amamentação também aumenta a necessidade de líquidos, por isso tome muita água e sucos, de preferência naturais.

Procure ingerir alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, sardinha, verduras verdes escuras) e ferro (carnes, cereais integrais, verduras verdes escuras), que são nutrientes importantes nesta fase.

Evite fazer uma refeição principal de digestão mais difícil, e faça várias refeições menores. Resista à tentação de substituir refeições por salgadinhos gordurosos ou alimentos açucarados como doces, bolachas e bolos. Apesar de terem muitas calorias não têm bons nutrientes.

Na produção do leite a mãe pode perder até 800 calorias por dia!! Por isso, não é o momento nem há razão para iniciar uma dieta. Ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, conseqüentemente, prejudicar a nutrição do bebê. E é claro que certos remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação. A mãe que amamenta deve lembrar sempre que essas substâncias podem ser transferidas para o leite materno e prejudicar o bebê.

Ainda não se sabe ao certo se alguns alimentos ingeridos pela mãe podem influenciar no aparecimento de cólicas nos bebês. Por isso, caso a mãe perceba que ao comer algum alimento diferente o bebê teve cólicas fortes, fique um tempo sem comer e depois consuma o mesmo alimento, para fazer um teste. Se a criança tiver cólicas fortes novamente, procure evitar este alimento. Mas atenção!! Sempre faça o teste, pois às vezes a mãe deixa de consumir alimentos importantes e na realidade não são eles que estão provocando cólicas no bebê. Lembre-se: ao retirar um alimento da dieta, consuma um alimento equivalente, do mesmo grupo alimentar (por exemplo: trocar o feijão pela lentilha).

Evite apenas temperos muito fortes e alimentos ricos em cafeína, como o café, chá mate, refrigerante tipo coca-cola. Temperos fortes podem alterar o sabor do leite e fazer com que o bebê o rejeite, já a cafeína pode deixar o bebê muito agitado.

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8. AMAMENTAR FILHO DE OUTRA MÃE

Posso amamentar o filho de uma amiga?

A composição do leite materno é alterada constantemente para suprir as necessidades nutricionais daquele período de vida do bebê. Se uma mãe que tem um bebê de 5 meses amamentar um bebê de 1 mês, este não receberá os nutrientes adequados para sua idade. Além disso, várias doenças podem ser transmitidas pelo leite materno (AIDS, hepatite, sífilis).

Portanto, apenas nos lugares que existem bancos de leite humano é indicado a amamentação de um bebê por outra mãe, pois é realizada a análise da composição do leite, evitando a transmissão de doenças.

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9. CRIANÇA OBESA

Meu filho está ganhando muito peso, devo controlar a amamentação?

Se o bebê estiver recebendo apenas leite materno, a amamentação não deve ser restringida. Existem vários estudos que mostram que crianças que recebiam apenas leite materno até os seis meses de vida e estavam acima do peso, atingiam o peso ideal (de acordo com as curvas nutricionais) após o primeiro ano de vida.

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10. EVACUAÇÃO DO BEBÊ

É normal o bebê ficar dias sem evacuar?

As crianças que estão em aleitamento materno exclusivo podem ficar sem evacuar até 4 ou 5 dias, pois o leite materno é específico para o seu organismo, possibilitando a absorção completa de seus nutrientes. Por isso, há uma pequena formação de resíduos (fezes). Caso este quadro ultrapasse 5 cinco dias, a mãe deve procurar orientações médicas.

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11. BEBÊ CHORA APÓS SER AMAMENTADO

Meu bebê continua chorando mesmo depois de ter ficado 20 minutos no peito. Acho que é fome.

Quando o bebê fica muito tempo no peito e continua chorando após a mamada pode significar que ele não sugou todo o tempo que permaneceu no peito. Este quadro é comum nos primeiros dias após o parto, pois os bebês ainda estão dormindo bastante. A mãe deve ficar atenta se o bebê está realmente sugando quando está no peito, sempre lembrando que é normal que ele descanse após algumas sugadas. Caso ele adormeça, a mãe deve fazer carinho em seu rosto e mãos para que ele acorde e continue sugando.

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12. AMAMENTAÇÃO DE GÊMEOS

Vou tenho gêmeos. Como fazer para amamentá-los?

A produção de leite é suficiente para alimentar filhos gêmeos. A grande dificuldade referida pelas mães é o cansaço por ter que cuidar de duas crianças que exigem atenção e cuidados constantes, além dos afazeres domésticos. O companheiro e os familiares precisam dar apoio e ajudar a mãe a amamentar os dois ao mesmo tempo, sobrando mais tempo para o descanso, porém, algumas mulheres preferem amamentar um de cada vez.

Algumas vezes um dos gêmeos é mais calmo e sonolento, enquanto o outro, por ser mais ativo, exige mais atenção, mama mais e ganha mais peso. Nesses casos, é importante estimular o bebê mais sonolento para que possa ir ao peito mais vezes.

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13. SAPINHO

Meu filho está com a boca cheia de sapinho.

O sapinho (monilíase ou candidose) é uma infecção causada por um fungo chamado Candida albicans, que também pode provocar assadura e vaginite. O sapinho é geralmente visto em crianças com menos de seis meses. Em crianças mais velhas, é muito menos comum e sua ocorrência pode indicar uma doença grave, como uma deficiência imunológica. O sapinho aparece como pontos brancos, escamosos, semelhantes a queijo, que cobrem toda ou parte da língua e das gengivas, a parte interna das bochechas e, às vezes, os lábios. Esses pontos não saem facilmente. Quando se cutuca ou arranha esses pontos, forma-se uma área vermelha e inflamada que pode sangrar. Os coalhos de leite que ficam aderidos na boca do bebê podem ser parecidos com sapinho, mas saem facilmente, passando uma gaze umedecida em água, sem deixar a área machucada.

A dor do sapinho pode interferir na alimentação (faz com que o bebê perca o apetite). O sapinho geralmente não causa maiores complicações, mas deve ser tratado para evitar uma infecção longa e crônica. Se a dor impedir que o bebê tome uma quantidade suficiente de líquidos, algumas vezes é necessário internação para evitar que a alimentação insuficiente comprometa as necessidades de hidratação e nutrientes da criança. Se o bebê estiver sendo amamentando, é possível que ele transmita o sapinho para os mamilos da mãe, que ficarão vermelhos, inchados e sensíveis e poderão apresentar fissura, coceira, escamação e ardência. Se o sapinho for acompanhado de febre, tosse ou problemas estomacais, é indicado procurar um profissional, pois estes sintomas podem ser indicativos de um sistema imunológico comprometido.

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14. PARTICIPÁÇÃO DO PAI NO ALEITAMENTO

Papai: participe do aleitamento do seu bebê !

Encoraje e incentive sua esposa a amamentar:
Ela pode estar insegura de sua capacidade para amamentar. Seu apoio será fundamental nestas horas!

Sempre que possível, participe do momento da amamentação:
Sua presença e carinho, durante a amamentação, são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo entre você, sua esposa e o bebê.

Seja paciente e compreensivo:
No período de amamentação, sua esposa poderá ter dificuldades em manter a casa e as refeições e se arrumar de formas impecáveis. As necessidades do recém-nascido são prioridades nesta fase.

Sinta-se útil no período da amamentação:
Na medida do possível, participe dos cuidados com o bebê (trocar fraldas, dar banho, vestir, etc.). Durante a amamentação, ofereça um copo de suco de frutas ou água para a sua esposa. É importante que ela beba bastante líquido enquanto amamenta.

Mantenha-se sereno:
Embora o aleitamento traga muitas alegrias, pode também trazer muitas dificuldades e cansaço. Às vezes, sua esposa pode ficar impaciente. Mostre carinho e compreensão neste momento. Evite brigas e discussões, para que o estresse não prejudique a descida do leite.

Procure ocupar-se mais dos outros filhos:
Para que eles não se sintam rejeitados com a chegada do novo irmão. Isto permitirá a sua esposa dedicar-se mais ao recém nascido.

Não traga para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas:
O sucesso da amamentação depende, em grande parte, de sua atitude. Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e seu carinho e apoio são o que o bebê necessita para crescer inteligente e saudável.

Se possível, acompanhe sua esposa nas visitas ao Cepae:
Você irá aprender como auxiliá-la nos cuidados com o bebê, o que fará com que ela sinta-se mais segura e satisfeita.

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15. A FAMÍLIA E O ELEITAMENTO: CANSAÇO NO PÓS-PARTO

Orientações para a família da futura mamãe

No último trimestre da gravidez, a mãe já não consegue dormir bem. Sua barriga é difícil de acomodar, ela levanta a todo o momento pra urinar e o pulmão, comprimido pela barriga, torna a respiração difícil. Vem o parto, e estes problemas terminam. Mas outros começam.

A internação hospitalar por si só é estressante, principalmente para aquelas que estão tendo esta experiência pela primeira vez. Ambiente estranho, longe dos parentes próximos, expectativas negativas de toda ordem gerando ansiedade, a episiotomia* do parto normal ou a incisão da cesárea acarretando dor, desconforto, preocupação.

O estresse emocional e o desgaste físico do trabalho de parto associado à excitação pelo nascimento do filho levam à fadiga. Tudo deverá ser feito para que a mãe, algum tempo após o parto, tenha chances de dormir. Se não conseguir repousar nesse momento, haverá uma demora no processo de seu restabelecimento, e a necessidade de sono persistirá intensa por vários dias.

O bebê chama, através do choro, mais freqüentemente do que ela gostaria, impedindo seu repouso. Chega a noite. O bebê parece não saber que é hora de dormir e continua chamando-a noite adentro. Não a deixa dormir. Se as cólicas aparecem, ainda mais se são intensas, aí é que o quadro se complica. A fadiga e a interrupção do sono deixam a mãe irritada e estressada.

Quando não é o bebê, são os telefonemas e as visitas em sua homenagem. A fadiga toma conta. Fisicamente está arrasada e emocionalmente também pode estar, devido às emoções próprias do pós-parto.

Ainda antes do parto, já deve ter delegado os cuidados da casa e dos outros filhos ao marido, à avó, a parentes próximos ou amigos, de tal forma que nos primeiros dias possa ficar por conta do repouso necessário e dos cuidados com o bebê. O esquema de trabalho e a atribuição da função de cada um dever ser discutidos ainda na gestação.

Quando o bebê dorme, a mãe, em vez de também ir dormir, costuma “aproveitar” para realizar outras tarefas. Costuma exigir muito de si mesma, transferindo-se, indefinidamente, de uma atividade para outra. Nestes casos, deve-se ajudá-la a planejar períodos de repouso e a determinar seus próprios limites.

A melhor maneira de a mãe conseguir repousar é trancando-se em seu quarto e orientando o pessoal da casa para o atendimento de telefonemas e visitas nestes períodos de descanso. Deverá solicitar que ninguém entre no quarto sem um motivo forte. Se não conseguir cuidar bem de si mesma, não conseguirá cuidar bem do bebê.

Se a mãe quiser manter sua saúde mental, deverá dispor de algum tempo para si mesma, para ler, cuidar de plantas ou para ter sua vida social fora de casa. Quando puder retomar suas atividades, deve tentar não retomá-las todas. Deve deixar de fazer algumas coisas ou fazê-las menos freqüentemente, para sobrar tempo para seu lazer e seu descanso. A maior parte do cansaço das mães, apesar de tudo, não é devido ao trabalho, mas às preocupações, ansiedades e medos.

(Texto extraído de “O Livro de estímulo à amamentação” – Capítulo 10, p. 49)

*Episiotomia: corte feito para alargar a abertura externa da vagina.

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16. DICAS PARA UMA BOA NOITE DE SONO

Soluções para noites sem choro

Como os bebês dormem?

O bebê não nasce com o relógio biológico igual ao do adulto, que permanece acordado durante o dia e dorme durante a noite. Os ciclos de dormir e acordar do recém-nascido espalham-se pelo dia e pela noite, gradualmente estabelecendo um padrão definido de sono diurno e noturno. A princípio, o bebê dorme quando está cansado e acorda quando está com fome (ele ingere pequenas quantidades de leite materno que é digerido rapidamente). Assim, o bebê costuma acordar a cada 2 a 4 horas para mamar. Portanto, dormir a noite toda pode significar 5 horas seguidas.

O relógio biológico do bebê começa a amadurecer por volta de 6 a 9 semanas de vida e não funciona regularmente até os 4 ou 5 meses. À medida que o ciclo biológico amadurece, o bebê atinge um ponto onde passa a maior parte do dia acordado e a maior parte da noite dormindo. Por volta de 9 a 10 meses, os períodos de sono do bebê consolidam-se de tal forma que ele acorda e dorme no mesmo horário todos os dias, e os períodos de sono são mais longos.

Os bebês passam pelos mesmos ciclos de sono que os adultos (sono leve, sono profundo e breve despertar), mas os ciclos de sono dos bebês são mais curtos e numerosos. Além disso, passam muito mais tempo no sono leve do que os adultos e têm muito mais estágios intermediários de breve despertar.

De modo geral, quando o bebê acorda freqüentemente durante a noite e começa a chorar, ele não está faminto, molhado ou sentindo-se solitário. Ele pode estar apenas cansado e desejando voltar a dormir, mas não sabe como fazê-lo. Um adulto quando tem o breve despertar, ajeita-se na cama, puxa as cobertas e volta a dormir. O bebê não consegue fazer isso e ainda estranha o fato de ter adormecido mamando e no colo da mãe e agora estar num lugar totalmente estranho. Por este motivo, os bebês devem acostumar a dormir no berço e não sugando o peito da mãe. Quando o bebê sempre adormece sugando o peito da mãe, ele aprende a associar o sugar com o adormecer e, com o tempo, não consegue adormecer de outra maneira a não ser sugando o peito da mãe. Por isso, deixe-o sugar o peito até ficar sonolento, mas não totalmente adormecido. Neste momento, retire o peito e deixe-o terminar de adormecer no berço. Para tanto, coloque-o no berço suavemente e mantenha os braços em torno dele alguns segundos.

Os bebês emitem vários sons quando dormem (resmungos, choramingos, gritos) que nem sempre indicam que estão acordados. É preciso aprender a diferenciar entre sons de sono, de fome e de despertar. Para diminuir a chance de o bebê acordar por estar com fome, tente fazer com que ele mame nas duas mamas antes de dormir. Acima de tudo, alimente-o bem durante o dia, aumentando a freqüência das mamadas diurnas.

Ajude o bebê a entender que seu quarto e berço são locais agradáveis. Procure passar por momentos tranqüilos e agradáveis, durante o dia, no quarto do bebê. Assim, quando ele despertar durante a noite, sentirá que está num local seguro, confortável e familiar, e terá maior facilidade em voltar a dormir. Esta estratégia é melhor do que pôr o bebê para dormir na cama com os pais, pois quando o bebê e a mamãe dormem na mesma cama, eles respondem muito mais aos movimentos um do outro, acordam com mais freqüência e o bebê passa mais tempo em estágio de sono leve do que quando dorme sozinho. Este bebê também mama com uma freqüência quase duas vezes maior e cada mamada dura três vezes mais tempo do que quando ele dorme sozinho em seu berço.

Bebês precisam ter momentos de cochilo diurno para que não se cansem a ponto de ficar tão irritadiços que não consigam dormir bem à noite. A tabela 1 mostra o número de cochilos que um bebê deveria ter por dia, segundo a idade, o tempo total de duração destes cochilos por dia, o número de horas de sono noturno e o tempo total de sono diurno (cochilos) e noturno.

Tabela 1: horas médias de sono diurno e noturno para bebês.

Idade Nº de Cochilos Duração Total dos Cochilos (horas) Horas de sono noturno Total de horas de sono noturno e diurno
1 mês 3 6 - 7 8,5 - 10 15 - 16
2 Meses 3 5 - 6 10 - 11 15
4 Meses 3 4 - 6 10 - 11 15
6 Meses 2 3 - 4 10 - 11 14 - 15
9 Meses 2 2,5 - 4 11 - 12 14
12 Meses 1 - 2 2 - 3 11,5 - 12 13 - 14
2 Anos 1 1 - 2 11 - 12 13
3 Anos 1 1 - 1,5 11 12
4 Anos 0 0 11,5 11,5
5 Anos 0 0 11 11

Recém-nascidos dormem 16-18 horas por dia, distribuídas em 6 a 7 períodos breves de sono. Para ensiná-lo a distinguir entre o sono diurno e noturno e, assim, ajudá-lo a dormir por mais tempo à noite, faça-o tirar os cochilos diurnos em um quarto iluminado, onde ele possa ouvir os barulhos diurnos. O ambiente para o sono noturno deverá ser escuro e silencioso.

Para ajudar o bebê a organizar seu padrão de sono diurno/noturno, coloque-o para dormir de dia ou à noite sempre no mesmo horário e crie uma rotina noturna exata, estável, que começa uns 30 minutos antes da hora de dormir. Alguns rituais, tais como, tomar banho, usar pijamas e diminuir a iluminação e o barulho do ambiente, sinalizam a diferença entre o sono diurno e noturno. Assim, ao amamentar durante a madrugada, não cante ou converse com o bebê e mantenha a luz apagada. Se precisar trocar a fralda, faça-o rápida e silenciosamente, sem muita iluminação no ambiente.

Para condicionar o bebê que está na hora de dormir, escolha alguma frase, música (simples, repetitivas) ou sons para associar ao sono (Chichichichi, vamos dormir). Nas primeiras semanas, use as palavras chave apenas quando o bebê estiver preste a adormecer. Nunca utilize quando ele estiver chorando ou inquieto pois a idéia é associar a palavra ao estado de sonolência do bebê. Assim, todas as vezes que a mãe usar a música ou a palavra chave, vai ajudar a criança a ficar sonolenta.

Não deixe que o recém-nascido tire longas sonecas durante o dia: se ele dorme muito durante o dia (3 a 5 horas consecutivas) e acorda com freqüência durante a noite, ele acabará trocando o dia pela noite. Se o bebê estiver dormindo há mais de 2 ou 3 horas, acorde-o suavemente e incentive-o a ficar acordado algum tempo e brincar. Também é importante lembrar que sonecas no final do dia podem interferir negativamente no sono noturno. Entretanto, se o tempo das sonecas está muito curto e você pretende aumentar este tempo, preste atenção ao horário em que ele costuma acordar e, alguns minutos antes, entre no quarto e, assim que o bebê parecer despertar, use alguma estratégia para ele adormecer novamente.

Para ensinar o bebê a dormir a noite toda, faça assim: ao ouvir o bebê acordar, vá até o quarto dele, mas tente não pegá-lo no colo: use as palavras-chave, passe os braços ao redor dele e conforte-o até ele volte a dormir. Nas próximas vezes, quando ele acordar, vá até o quarto, mas fique à porta e diga as palavras-chave. Depois desta fase, quando ele acordar, vá até o quarto, mas fique numa posição que ele não veja você. A idéia é, gradualmente, acostumar o bebê, com mais de 6 meses, a voltar a dormir sem a sua ajuda.

Dicas - Algumas dicas podem ajudar o bebê a dormir tranquilamente e com saúde:

  • Para evitar sobressaltos do bebê com os próprios movimentos dos braços, apóia-lo com cobertores pode ajudar. Cuidado com super-aquecimento e com perigo de sufocação pelo cobertor;
  • Evite pôr o bebê para dormir de bruços, a fim de evitar a Síndrome da Morte Infantil Súbita (por sufocamento – bebê não consegue virar a cabeça para respirar - ou compressão do diafragma – impede o bebê de respirar profundamente). Mas coloque-o de bruços quando acordado para incentivar os movimentos da cabeça e do corpo e o desenvolvimento dos músculos;
  • Não deixe o bebê dormir sempre na mesma posição para que a nuca não se torne achatada (plagiocefalia);
  • O bebê deve dormir em colchões firmes (não de molas) e planos, com lençol macio, esticado e firmemente preso ao colchão, sem espaços entre colchão e estrado.

As planilhas a seguir podem auxiliar a mãe novata a estabelecer o período de tempo que o bebê dorme para, então, proceder às mudanças necessárias.

1. Planilha de cochilos (Clique para fazer o download)

A planilha seguinte serve para a mãe controlar e programar as rotinas diárias para fazer o bebê dormir. Use uma linha para cada dia e perceba qual situação facilita o sono do bebê.

2. Planilha da rotina noturna (antes de dormir) (Clique para fazer o download)

A planilha 3 serve ajuda a mãe fazer o bebê voltar a dormir após o despertar noturno (acordar no meio da noite). Use uma linha para cada despertar e teste maneiras de fazer com que o bebê volte a dormir mais rapidamente e se mantenha dormindo por mais tempo, seguindo as dicas já oferecidas neste texto.

3. Planilha do despertar noturno (Clique para fazer o download)

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17. ORDENHA E ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO (baixe o arquivos PPTx)

Extração de leite materno:

  1. Escolha um vidro com tampa plástica; coloque o vidro aberto e a tampa em uma panela;
  2. Nesta mesma panela, coloque dois ou mais copos (tipo de requeijão/geléia);
  3. Cubra-os completamente com água limpa e leve a panela ao fogo;
  4. Ao abrir fervura, mantenha no fogo por 20 minutos;
  5. Retire-os da panela, utilizando um pegador de macarrão ou tampe a panela e escorra a água;
  6. Não seque o vidro: deixe-o escorrer sobre um papel absorvente;
  7. Lave bem mãos e braços, escovando-os com água e sabão; seque-os com uma toalha limpa;
  8. Mantenha as unhas curtas e retire anéis e pulseiras;
  9. Faça massagens circulares em volta das mamas, conforme ensinado no Cepae;
  10. Coloque os dedos onde termina a aréola, aperte e solte com cuidado até o leite sair;
  11. Iniciar a coleta desprezando os cinco primeiros jatos;
  12. Segure o vidro bem perto da mama;
  13. Coloque em cada vidro a quantidade suficiente para uma mamada (120 ml) e feche-o bem;
  14. Etiquete os frascos com a data da coleta e use primeiro os mais antigos;
  15. Passe leite sobre os mamilos e deixe-os secar naturalmente.
  16. Caso não consiga ordenhar a quantidade de leite suficiente para uma mamada, ordenhe em outros momentos e adicione no vidro da coleta anterior (a data de validade é referente ao dia e horário da primeira coleta).

Tempo de armazenamento do leite materno:

  • Em geladeira: por até 12 horas (não colocar na porta);
  • No congelador ou no freezer: no máximo 15 dias.

Para congelar o leite:

Imediatamente após extrair o leite, tampe o vidro e guarde-o na zona mais fria do congelador (não coloque na porta).

Para oferecer o leite ordenhado:

O leite congelado poderá ser retirado do congelador ou do freezer e posto na geladeira 24 horas antes da sua utilização. Antes de oferecer o leite, amorne-o em banho-maria (nunca utilize microondas ou ferva o leite).

Lembre-se de agitar lentamente o leite antes de oferecer ao bebê: ao gelar, a gordura separa-se do leite, mas volta a misturar-se pelo processo de agitação lenta.

O leite deverá ser sempre oferecido no copinho e nunca na mamadeira.

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18. INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Clique aqui e confira a tabela de alimentos

FRUTA:

  • Após os 6 meses, a criança pode comer todo tipo de fruta. Dessa forma, aumentam as possibilidades dela se acostumar aos diversos sabores e de receber diferentes nutrientes.
  • Recomenda-se começar pelas frutas menos ácidas e oferecer uma fruta de cada vez.
  • Não adicione açúcar nem farinhas nas papas de frutas, pois além de levar à obesidade, mascaram o sabor natural dos alimentos.
  • As frutas que serão descascadas antes do consumo (mamão, melão, laranja, abacaxi) devem ser bem lavadas em água corrente e, depois, secas em toalha de papel.
  • As frutas que serão consumidas com casca (maça, pêra, ameixa) precisam ser lavadas em água corrente e, depois, higienizadas em água clorada.
  • A água usada na alimentação da criança (sucos) deve ser confiável. Recomenda-se o uso de água filtrada ou mineral. Em caso de dúvida, ferva a água por 5 minutos.

REFEIÇÃO SALGADA (“Papa”):

  • As papas salgadas devem ser amassadas com um garfo e não passadas na peneira ou liquefeitas. Tal atitude estimula o processo de mastigação e o conhecimento do sabor dos alimentos.
  • Desde o início, devem ser espessas e oferecidas em colher. Começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família (aos 12 meses).
  • As primeiras papas salgadas devem conter apenas legumes (abobrinha, cenoura, batata).
  • A papa salgada deve ter um tempero muito suave e o mínimo de sal e de óleo vegetal.
  • Depois de três ou mais dias, pode-se acrescentar a carne (bovina, de frango ou de peixe). A consistência da carne oferecida à criança deve aumentar gradativamente (iniciar com caldo de carne, passar para carne moída, carne desfiada e chegar a pequenos pedaços de carne).
  • Gema de ovo pode ser oferecida após os 6 meses de idade (cozida e amassada junto com a papa salgada). No começo, ofereça ¼ de gema e, aos poucos, aumente a quantidade até alcançar uma unidade. A clara pode ser incluída na alimentação da criança após os 10 meses. Até um ano, oferecer 1 vez por semana e após os 12 meses, até 3 vezes por semana.

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Faça Parte da Equipe do Cepae


O que é Cepae?

O Cepae é uma unidade de pesquisa e serviço vinculada à Área de Psicologia Aplicada da FOP–Unicamp, que desenvolve programas de atenção precoce à saúde.

A sua atuação visa não somente a prestação de serviços à comunidade e a produção e divulgação de conhecimento científico, mas também a capacitação de profissionais de saúde para a atuação junto ao paciente.

Por meio do seu Programa de Atenção Precoce à Saúde, o Cepae oferece atendimento interdisciplinar preventivo e curativo para crianças de 0 a 60 meses de idade e desenvolve pesquisas em nível de iniciação científica e pós - graduação.

A atuação no Cepae é uma oportunidade para o profissional apreender noções de trabalho em equipe interdisciplinar e de estratégias para manejar o paciente e seu responsável, visando a adesão às orientações fornecidas. É importante ressaltar que experiência em atuação interdisciplinar tem sido uma constante solicitação de empresas privadas e órgãos públicos na contratação de pessoal.

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Que pessoas podem fazer parte da equipe?

O Cepae aceita inscrições de profissionais e de alunos de graduação das seguintes áreas:

  • Odontologia
  • Psicologia
  • Nutrição
  • Fonoaudiologia
  • Psicopedagogia

Para inscrição de profissionais de outras áreas de saúde, solicitar informação por e.mail: cepae@fop.unicamp.br.

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Para fazer parte da equipe, preciso ter experiência?

Não é exigido do candidato à vaga o conhecimento pleno sobre aleitamento materno e sobre outros assuntos relacionados com o cuidado da gestante e da criança, uma vez que o profissional passará por treinamento e receberá orientação sobre aspectos específicos de sua atuação.

Entretanto, para atuar no Cepae, é necessário demonstrar:

  • Interesse em aprimorar seus conhecimentos, por meio de leitura e estudo de textos científicos, do contato com profissionais de outras áreas e da participação em cursos, palestras e reuniões de treinamento e padronização da equipe;
  • Habilidade para trabalhar em equipe, respeitando os colegas e os supervisores, trocando conhecimentos e contribuindo para o crescimento e a harmonia do grupo;
  • Entusiasmo para atuar, basicamente, de forma preventiva, com um público formado por mães e crianças de 0 a 5 anos de idade;
  • Iniciativa, responsabilidade e vontade de aprender.

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Como é a preparação da equipe?

A preparação da equipe interdisciplinar para a atuação no Cepae tem início no mês de outubro anterior ao ano de início do estágio. Assim, ao passar pelo processo seletivo, que acontece no mês de setembro de cada ano, o profissional selecionado recebe o chamado “Material Educativo”, composto por textos e artigos científicos, protocolos de atendimento clínico, cópias das palestras oferecidas aos pacientes e as orientações em áudio e vídeo sobre o conteúdo das palestras.

Após esta etapa de estudo, os profissionais se reúnem na última semana de janeiro ou na primeira semana de fevereiro do ano seguinte, para dar início às atividades de treinamento e integração da equipe. Durante esta “Semana de Treinamento”, ocorrem diversas atividades tais como aulas teóricas, discussão de casos clínicos, simulação de atendimentos, apresentação de parte das palestras pelos novos membros da equipe, a fim de se avaliar sua performance e conduzir o treinamento específico em algumas habilidades, além de provas teóricas e dinâmicas de grupo. Nesta semana, cada profissional recebe um documento contendo as normas e regulamentos do Cepae, além de todas as datas de reuniões de calibração da equipe, seminários, feriados, atividades extraordinárias, etc.

Na semana seguinte, há o início das atividades, sendo que os novos profissionais da equipe são inseridos no serviço de maneira gradual, sempre com o amparo do supervisor e dos membros mais antigos e treinados da equipe.

Ao longo do ano, são realizados 4 encontros com a equipe toda, visando não somente o orientação de aspectos específicos da atuação dos profissionais mas também estimular a sua integração, uma vez que cada equipe atua em um dia da semana e não tem contato com os demais integrantes do Cepae (a cada dia da semana, há uma equipe composta por 1 dentista supervisor clínico, 3 a 5 dentistas estagiários, 1 psicólogo, 1 nutricionista e 1 fonoaudiólogo).

Além deste treinamento, há a realização de seminários de estudo. Em reuniões que ocorrem a cada 6 semanas, em seu dia de atuação, cada membro da equipe apresenta um artigo científico, de maneira formal, para os demais membros da equipe e supervisores. O tema é escolhido livremente pelo profissional, respeitando a pertinência com o trabalho desenvolvido pelo Cepae. De preferência, opta-se por artigos que apresentem informações que auxiliem a equipe melhorar a sua atuação com o paciente. Ao final da reunião, cada equipe elabora um documento, a ser entregue à coordenação, contendo um resumo geral sobre as informações mais importantes discutidas no dia e/ou com sugestões para implantação de novos serviços e/ou alteração naqueles que já estão em andamento.

Outra forma de estudo, troca de informação e treinamento ocorre por meio de aulas teóricas ministradas por professores convidados, internos ou externos à FOP, que trazem sua valiosa contribuição para o aperfeiçoamento da equipe.

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Como é o seminário de estudo?

Para desenvolver os seminários (seis ao longo do ano), cada profissional deverá buscar por um artigo científico que tenha sido publicado em revista com classificação mínima B3 pela Capes. Não serão aceitos artigos com mais de 5 anos de publicação.

O tema deverá, preferencialmente, deve ser de interesse dos demais profissionais da equipe e devem fugir de assuntos técnicos de interesse específico da sua área. Impreterivelmente, os assuntos escolhidos deverão ter relação com os serviços do Cepae.

Os artigos deverão ser impressos pelo estagiário, que anexará a Ficha de Resumo (Modelo abaixo) e entregará à supervisão do dia. Ao final das apresentações, com base no que foi discutido naquele dia, o supervisor coleta as informações que foram geradas pelas discussões e faz um documento, junto com sua equipe, no qual constam as sugestões, críticas e solicitações da equipe, que serão entregues à coordenação.

A apresentação do artigo deverá ser montada em arquivo do Power Point. O tempo destinado a cada apresentação será combinado com a supervisão/coordenação, que fará o cálculo com base no número de profissionais de cada dia.

Modelo de FICHA DE RESUMO

Referência do artigo: autores, título, nome da resvista, etc. Segue um exemplo:

ALLARD, G. & STOKES, T.F. Continuous observation: a detailed record of children’s behavior during dental treatment. J Dent Child, Chicago, 47(4): 246-50, July/Aug. 1980.

Objetivos: Objetivos terminais (o que se esperava comprovar ou investigar com a realização do trabalho; é a pergunta principal do autor.)

Sujeitos: Breve descrição dos participantes, população ou amostra investigada (número de participantes, faixa etária, sexo, etc)

Delineamento: O delineamento é o “plano de vôo”, ou seja, como o autor planeja fazer a investigação científica para responder à sua pergunta sobre o assunto. Podem-se seguir as seguintes questões: Trabalho descritivo ou experimental?; Com grupos ou sujeito único?; Tem grupo controle e experimental?; Tem linha de base?;

Procedimento: é o que o piloto fez para realizar o “plano de vôo”. Descrever como os sujeitos foram utilizados e como o delineamento foi efetivado.

Resultados: Descrever os resultados obtidos e, sem colocar gráficos ou tabelas, dizer principalmente se o pesquisador alcançou ou não os objetivos.

Observações: coisas pessoais: dizer se gostou ou não; qual o fundamento teórico do trabalho; se as referências que o autor pesquisou são atuais; se a revisão da literatura foi bem feita; qual a qualidade do artigo e qual a utilidade do mesmo para o Cepae.

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Quais são as atividades de cada profissional na equipe?

CIRURGIÃO DENTISTA

Este profissional participa ativamente das seguintes frentes de trabalho, entre outras:

1. Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo (GIAME): atuando no grupo interdisciplinar, o profissional de odontologia participa da orientação das puérperas e ministra palestras, com o intuito de auxiliar a mãe a manter o bebê em aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, evitando o uso de bicos artificiais e a introdução precoce e inadequada de alimentos na dieta da criança, promovendo, assim, a prevenção de alterações e doenças bucais.

2. Atendimento de Transição à Clínica (ATC): junto com os outros membros da equipe, atua na orientação das mães que concluíram sua participação no GIAME, oferecendo atendimento individualizado, por meio da orientação de dieta, de higiene oral e de hábitos.

3. Atendimento Regular: o dentista atua promovendo prevenção precoce de cárie, doenças gengivais e maloclusão, por meio do atendimento clínico e de orientações, sempre com o respaldo dos demais membros da equipe;

4. Avaliação Fonouadiológica e Ortodôntica: junto com um fonoaudiólogo, investiga alterações ortodônticas e crianças de 42 meses de idade, oferecendo as orientações necessárias para prevenir ou interceptar problemas ortodônticos, de fala, deglutição, mastigação, respiração, etc.

5. Atendimento de Apoio à Clínica: o Cepae recebe crianças com até 36 meses de idade, que não fazem parte do programa regular, acometidas por traumatismos ou cárie, para atendimento emergencial. Nestes atendimentos, o dentista realiza intervenções curativas e orientação preventiva.

6. Outras atividades: participação em grupos de estudo, reuniões de discussão de casos, seminários, etc.; conhecimento sobre atividades de organização e gerenciamento de serviços; participação em confecção de material informativo, oportunidade de atuar em pesquisa, etc. O profissional pode participar de todas as atividades oferecidas pelo Cepae, incluindo o curso de extensão, que é gratuito e permitido somente para o profissional em 3º ano de atuação.

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PSICÓLOGO

Este profissional participa ativamente das seguintes frentes de trabalho, entre outras:

1. Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo (GIAME): atuando no grupo interdisciplinar, o profissional de psicologia participa da orientação das mães (puérperas) e ministra palestras, com o intuito de auxiliar a mãe a manter o bebê em aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, lidando com as crenças da mãe, na tentativa de aumentar a adesão dela às informações disponibilizadas. O Psicólogo orienta as recém-mães sobre contingências relacionadas à prática do aleitamento materno, sobre ansiedade e depressão pós-parto, etc.

2. Atendimento de Transição à Clínica (ATC): junto com os outros membros da equipe, atua na orientação das mães que concluíram sua participação no GIAME, oferecendo suporte ao atendimento prestado pelo dentista e disponibilizando orientações sobre temas relacionados ao comportamento da criança, auxiliando a mãe a instituir uma rotina saudável para a família.

3. Atendimento Regular: o psicólogo atua auxiliando o dentista a manejar os comportamentos da criança durante o atendimento, oferecendo apoio emocional para a mãe que se mostra ansiosa, participando da orientação da mãe a fim de aumentar sua adesão às informações, oferecendo dicas no sentido de tornar o trabalho mais harmonioso e mais produtivo, na medida em que suas observações podem melhorar a relação profissional-paciente e entre os membros da equipe;

4. Atendimento psicológico: as crianças que apresentam alguma necessidade (comportamento não-colaborador durante atendimento odontológico, por exemplo) e seu cuidador (orientações individuais, nos casos de problemas de adesão às orientações dos profissionais, problemas comportamentais da criança em casa, etc.) recebem atenção deste profissional, por meio de consultas e acompanhamento clínico.

5. Avaliação Fonouadiológica e Ortodôntica: o psicólogo atua, especialmente, com o intuito de aumentar a adesão da mãe e da criança às informações sobre interrupção do uso de chupeta e mamadeira;

6. Atendimento de Apoio à Clínica: o Cepae recebe crianças com até 36 meses de idade, que não fazem parte do programa regular, acometidas por traumatismos ou cárie, para atendimento emergencial. Nestes atendimentos, o psicólogo oferece suporte à família e à equipe para a realização das intervenções curativas necessárias.

7. Outras atividades: participação em grupos de estudo, reuniões de discussão de casos, seminários, etc.; conhecimento sobre atividades de organização e gerenciamento de serviços; participação em confecção de material informativo, oportunidade de atuar em pesquisa, etc. O profissional pode participar de todas as atividades oferecidas pelo Cepae, incluindo o curso de extensão, que é gratuito e permitido somente para o profissional em 3º ano de atuação.

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NUTRICIONISTA

Este profissional participa ativamente das seguintes frentes de trabalho, entre outras:

1. Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo (GIAME): atuando no grupo interdisciplinar, o profissional de nutrição participa da orientação das mães (puérperas) e ministra palestras, com o intuito de auxiliar a mãe a manter o bebê em aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, evitando a introdução precoce e inadequada de alimentos na dieta da criança. No momento adequado, orienta sobre a introdução de alimentos.

2. Atendimento de Transição à Clínica (ATC): junto com os outros membros da equipe, atua na orientação das mães que concluíram sua participação no GIAME e, nesta fase em que a alimentação complementar, a atuação da nutricionista norteia a definição da dieta da criança e da família.

3. Atendimento Regular: a nutricionista atua auxiliando o dentista a organizar a dieta da criança e orientando diretamente a mãe sobre alimentação.

4. Atendimento Nutricional: As crianças que necessitam, recebem atenção deste profissional, por meio de consultas individuais e acompanhamento clínico. Nestes casos, o nutricionista pode planejar cardápios, sugerir trocas alimentares, etc.

5. Avaliação Fonouadiológica e Ortodôntica: o nutricionista, em especial, auxilia a família a readequar a dieta da criança que faz uso de mamadeira.

6. Atendimento de Apoio à Clínica: o Cepae recebe crianças com até 36 meses de idade, que não fazem parte do programa regular, acometidas por traumatismos ou cárie, para atendimento emergencial. Nestes atendimentos, o nutricionista oferece orientação de dieta à família.

7. Outras atividades: participação em grupos de estudo, reuniões de discussão de casos, seminários, etc.; conhecimento sobre atividades de organização e gerenciamento de serviços; participação em confecção de material informativo, oportunidade de atuar em pesquisa, etc. O profissional pode participar de todas as atividades oferecidas pelo Cepae, incluindo o curso de extensão, que é gratuito e permitido somente para o profissional em 3º ano de atuação.

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FONOAUDIÓLOGO

Este profissional participa ativamente das seguintes frentes de trabalho, entre outras:

1. Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo (GIAME): atuando no grupo interdisciplinar, o profissional de fonoaudiologia participa da orientação das puérperas e ministra palestras, com o intuito de auxiliar a mãe a manter o bebê em aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, evitando o uso de bicos artificiais, sobre o desenvolvimento da fala e da audição entre outras informações, promovendo, assim, a prevenção precoce de alterações fonoaudiológicas.

2. Atendimento de Transição à Clínica (ATC): junto com os outros membros da equipe, atua na orientação das mães que concluíram sua participação no GIAME sobre interrupção do uso de chupeta e mamadeira, sobre as fases de desenvolvimento em relação à fala e audição, etc.

3. Atendimento Regular: o fonoaudiólogo atua no sentido de diagnosticar precocemente alguma alteração e orienta a mãe e a dentista sobre como agir em cada situação específica;

4 . Avaliação Fonouadiológica e Ortodôntica: junto com um dentista que investiga alterações ortodônticas, faz a avaliação fonoaudiológica, oferecendo as orientações necessárias para prevenir ou interceptar problemas de fala, deglutição, mastigação, respiração, etc.;

5. Atendimento de Apoio à Clínica: o Cepae recebe crianças com até 36 meses de idade, que não fazem parte do programa regular, acometidas por traumatismos ou cárie, para atendimento emergencial. Nestes atendimentos, o fonoaudiólogo oferece orientação à família sobre as alterações detectadas.

6. Outras atividades: participação em grupos de estudo, reuniões de discussão de casos, seminários, etc.; conhecimento sobre atividades de organização e gerenciamento de serviços; participação em confecção de material informativo, oportunidade de atuar em pesquisa, etc. O profissional pode participar de todas as atividades oferecidas pelo Cepae, incluindo o curso de extensão, que é gratuito e permitido somente para o profissional em 3º ano de atuação.

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PSICOPEDAGOGO

A atuação do psicopedagogo no Cepae é bastante ampla.

Este profissional atuará na orientação, treinamento e supervisão dos aspectos que estão ligados à formação/educação profissional e pessoal dos demais membros da Equipe do Cepae. Seu trabalho começa com a participação ativa na construção de laços entre os membros da Equipe. O psicopedagogo, juntamente com o psicólogo, deve estar atento a todas as situações de conflito ou ansiedade na equipe, procurando por soluções apaziguadoras. Por meio de observação própria e/ou de consulta à supervisora, deverá elaborar atividades de intervenção (reuniões, dinâmicas de grupo, etc.) a fim de melhorar a interação entre os profissionais da equipe, estimulando o respeito e o trabalho em equipe.

Além de sua contribuição para manter a equipe unida, produtiva e estimulada, este profissional participa ativamente das seguintes frentes de trabalho, entre outras:

  1. 1. Orientação e treinamento da equipe para apresentação de palestras.
  2. 2. Orientação e treinamento da equipe para confecção de material educativo.
  3. 3. Realização de seminários de pesquisa e apresentação de trabalhos científicos.
  4. 4. Participação no desenvolvimento de projetos de pesquisa realizados pelos alunos de pós- graduação vinculados ao Cepae, sob a orientação da coordenadora do Cepae.
  5. 5. Participação em reuniões para avaliação do desempenho profissional da equipe, discussão dos projetos de pesquisa e de casos clínicos.
  6. 6. Investigação, leitura e tradução de textos para elaboração e apresentação de seminário.
  7. 7. Elaboração de material ilustrativo para orientação dos pacientes.
  8. 8. Participação na atualização dos painéis informativos do Cepae, por meio de revisão do material de apoio à equipe para a confecção dos mesmos.
  9. 9. Participação em seminários internos realizados pela equipe do Cepae.
  10. 10. Participação da seleção e treinamentos dos ingressantes.
  11. 11. Participação da organização dos recursos humanos.
  12. 12 Avaliação do clima organizacional e elaboração de projetos de melhoria da qualidade do trabalho e satisfação.
  13. 13. Revisão, manutenção e atualização da pagina in line do Cepae.
  14. 14. Atuação em parceria com outros profissionais da equipe para elaboração, orientação e supervisão dos projetos de Ação Especifica (PAEs).

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Qual a carga horária e período de trabalho?

A atuação de cada profissional é de 08 horas semanais, cumpridas sempre no mesmo dia da semana, ao longo de 11 meses (de fevereiro a dezembro).

O horário de funcionamento do Cepae é de Segunda à Sexta-feira das 08:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:30. Porém, o profissional deve chegar com, no mínimo, 10 minutos de antecedência em ambos os períodos, para aguardar o paciente e preparar-se para o atendimento, e permanecer até o final do período.

Na última semana de janeiro ou na primeira semana de fevereiro, dependendo do calendário, acontece a Semana de Treinamento da Equipe, com participação obrigatória. Os trabalhos são encerrados 2 semanas antes do Natal.

Há 2 semanas de férias no mês de julho.

Quando o profissional necessitar faltar, ele é responsável por solicitar a um colega que faça a sua substituição. As horas deverão ser repostas.

O desligamento do profissional antes do último dia prevista para o encerramento das atividades e/ou a falta de reposição das horas que porventura tenha faltado, implica em não recebimento do certificado.

Ao longo do ano, são realizados 4 encontros com presença obrigatória de toda a equipe, em horários extraordinários (com datas agendadas no início do ano), visando não somente o orientação de aspectos específicos da atuação dos profissionais, mas também estimular a sua integração, uma vez que cada equipe atua em um dia da semana e não tem contato com os demais integrantes do Cepae (a cada dia da semana, há uma equipe composta por 1 dentista supervisor clínico, 3 a 5 dentistas estagiários, 1 psicólogo, 1 nutricionista e 2 fonoaudiólogo).

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Qual o período de inscrição?

O Cepae recebe inscrições ao longo de todo o ano, para selecionar a equipe nos meses de setembro e outubro, para início dos trabalhos em fevereiro do ano seguinte.

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Como faço a inscrição?

Acesse “Ficha de Inscrição”, preencha os dados solicitados e envie por e.mail (cepae@fop.unicamp.br). Você deverá aguardar por uma semana o contato da coordenação para agendamento de entrevista.

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Como é feita a seleção?

A seleção é feita com base nas informações curriculares contidas na Ficha de Inscrição e, especialmente, na entrevista.

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Há custos para fazer parte da equipe?

O Cepae fornece todo o material odontológico e de proteção pessoal, equipamentos e instrumental necessário para a atuação do profissional.

Porém, o profissional deve arcar com os custos de:

  • uniforme (jaleco padrão do Cepae de uso obrigatório), cujo valor em janeiro de 2011 foi de R$ 50,00;
  • Seguro contra acidentes pessoais, com cobertura mínima R$ 10.000,00, válido para o período de atuação no Cepae, cujo valor em 2011 foi de R$ 30,00, taxa única anual. (dentistas já são segurados pelo CRO).

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Como é feita a avaliação do profissional da equipe?

O profissional é avaliado bimensalmente pela supervisão, que fornecerá, de forma individual, as orientações necessárias para o aprimoramento dos trabalhos. A renovação do contrato de permanência ao final de cada ano dependerá do desempenho do candidato, cuja nota constará no certificado. Os profissionais que não apresentarem um bom desempenho ao longo do ano, não poderão renovar o contrato.

O registro sobre os comportamentos dos profissionais será feito todos os dias. Entretanto, as orientações serão transmitidas a cada equipe em seu dia de atuação, nos meses de abril, junho, agosto, outubro e dezembro.

Os itens que serão considerados para esta avaliação serão:

A)Assiduidade: não faltar e, em caso de suma necessidade, organizar sua agenda solicitando a presença de um colega de área;

B)Pontualidade: chegar no horário estabelecido, ou seja, 10 minutos antes de cada período;

C)Iniciativa: realizar tarefas, mesmo aquelas que não fazem parte da sua função, sem que o supervisor necessite solicitar;

D)Busca por conhecimento: mostrar interesse em aprender, por meio da orientação do supervisor, de leitura e da participação em atividades extras;

E)Desempenho da função: ter consciência de suas obrigações e não ficar ocioso quando há paciente sendo atendido;

F)Participação nas tarefas: desempenhar com iniciativa e capricho suas atividades;

G)Relação profissional-paciente: não utilizar termos técnicos e jargões profissionais com os pacientes; demonstrar paciência, empatia e entusiasmo para realização dos atendimentos clínicos e orientação; acolher o paciente e seu cuidador, cuidando de seu bem-estar, acomodando seus pertences, oferecendo cadeira para sentar, percebendo se o paciente está à vontade na situação de tratamento (especialmente nos casos de tratamento curativo);

H)Relação profissional-profissional:

  • quando na supervisão, saber delegar e instruir a realização de tarefas com gentileza, clareza e segurança baseada em conhecimento técnico e teórico; auxiliar sua equipe, realizando o atendimento quando necessário (em caso de falta do profissional ou quando este não sentir-se seguro para a realização da tarefa) mas permitindo sua atuação, oferecendo suporte teórico antes e após o atendimento, fazendo as intervenções necessárias durante a realização do procedimento de forma discreta e gentil; saber reforçar o desempenho de sua equipe; demonstrar tolerância para com os profissionais que necessitam de maior ajuda; saber administrar conflitos; mostrar competência e iniciativa para organizar sua agenda e para coordenar a atuação dos membros de sua equipe; não deixar as dependências do Cepae enquanto houver algum atendimento sendo realizado; saber conduzir os seminários de estudo de forma a discutir o assunto abordado com os serviços prestados pelo Cepae (Observação: o supervisor será avaliado pela coordenação, por meio de consultas à sua equipe);
  • quando em estágio, saber atender a solicitação de seus colegas de equipe e supervisor, ajudando-os em suas tarefas; desempenhar de forma eficiente suas obrigações, não sobrecarregando os colegas; saber lidar com questões pessoais sem que elas interfiram em seu desempenho; ao perceber algo negativo no desempenho do colega ou no andamento dos serviços, caso não possa resolver e ajudar, comunicar de forma particular ao seu supervisor, sem constranger o colega e sem contaminar o humor dos demais com queixas e reclamações;

I)Respeito ao espaço comum: ao usar as instalações do Cepae, cuidar para que não haja desperdícios, perdas e danos ao material utilizado.

J)Seminário de pesquisa: apresentar seu artigo de forma clara, segura, demonstrando preparação; participar da apresentação do colega, prestando atenção e discutindo a relação do assunto abordado com a rotina do Cepae.

Para cada item, será atribuída uma nota que poderá variar de 0 a 10. O seu desempenho final equivale à média das notas e será assim determinado:

  • 9 a 10: Nota A
    Desempenho excelente (possibilidade de renovação do contrato)
  • 7 a 8,9: Nota B
    Desempenho bom (possibilidade de renovação, com ressalvas)
  • 6 a 6,9: Nota C
    Desempenho ruim (não há possibilidade de renovação)
  • Abaixo de 6: Nota D
    Desempenho péssimo (não há possibilidade de renovação)

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Inscrição Para Pcientes

PROGRAMA DE ATENÇÃO PRECOCE À SAÚDE

Inscrições para pacientes no PROGRAMA DE ATENÇÃO PRECOCE À SAÚDE.

O Cepae aceita inscrições de gestantes, em qualquer período de gestação, de preferência antes do 6º mês e crianças com necessidades especiais com até 12 meses de idade.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (019) 2106-5275 ou pessoalmente no Cepae, de segunda a sexta-feira das 09:00 às 11:00 e das 14:30 às 16:30.

Inscrições Abertas para Graduandos

Público-alvo:

Profissionais das áreas de saúde e da educação, a saber: odontologia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, medicina, enfermagem, terapia ocupacional, fisioterapia e pedagogia.

  • Período de inscrições: 31/05/2017 até 31/08/2017
  • Período de oferecimento: 07/11/2017 até 28/02/2019
  • Local do curso: FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA em PIRACICABA/SP.
  • Carga Horária: 512 horas aulas. Horas Presenciais: 62 horas teóricas. e 450 horas práticas.
  • Horário das aulas:
    AULAS TEÓRICAS:
    NOVEMBRO/2017 NOS DIAS 06, 07, 21 E 22;
    DEZEMBRO/2017 NOS DIAS 04, 05, 18 E 19;
    DAS 08H00 ÀS 12H00 E DAS 13H30 ÀS 17H30
    AULAS PRÁTICAS: 01 DIA POR SEMANA DAS 08H00 ÀS 12H00 E DAS 13H30 ÀS 17H30
    OBS: O DIA DA SEMANA (QUE PODE SER DE SEGUNDA A QUINTA-FEIRA) SERÁ DETERMINADO DE ACORDO COM A ESCOLHA DO CANDIDATO E SUA CLASSIFICAÇÃO, DEPENDENDO DO NÚMERO DE VAGAS/DIA
  • Análise de currículo:
    • Data limite para entrega: 09/09/2017.
    • Resultado: 22/09/2017.
  • Entrevista:
    • Data: 29/09/2017 às 8:00h.
    • Local: Cepae - FOP/UNICAMP.
    • Resultado: 11/10/2017.
  • Confirmação de matricula: 16/10/2017 à 20/10/2017.
  • Email: cepae@fop.unicamp.br

PREENCHA ABAIXO SUA FICHA DE INSCRIÇÃO

Nossa História

O Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais – Cepae é uma unidade de pesquisa e serviço vinculada à disciplina de Psicologia Aplicada, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp.

Este Centro foi implantado na FOP em agosto de 1993, através do trabalho de um grupo de docentes e pesquisadores coordenados pelo Prof. Dr. Antonio Bento Alves de Moraes, titular da cadeira de Psicologia Aplicada desta instituição de ensino. Com a inclusão na Equipe, em janeiro de 1994, da cirurgiã-dentista Rosana de Fátima Possobon, inicialmente comissionada pela Prefeitura Municipal de Piracicaba e atualmente professora associada da área de Psicologia Aplicada da FOP-Unicamp, houve a consolidação dos serviços prestados à comunidade e o início do desenvolvimento de linhas de pesquisa que nortearam o crescimento e o fortalecimento deste Centro.

A implantação e o desenvolvimento do Cepae fundamentaram-se na concepção de saúde do modelo biopsicossocial, que propõe que o processo saúde/doença é afetado por fatores psicológicos, biológicos e sociais.

O objetivo do Cepae é a promoção da saúde, procurando trabalhar com práticas preventivas, aliando pesquisa e serviço, integrando Psicologia, Odontologia e outras áreas da saúde (especialmente a nutrição e a fonoaudiologia).

O Cepae desenvolve programas de atenção interdisciplinar, voltados à prevenção precoce de alterações bucais e sistêmicas e à promoção e manutenção da saúde, visando não somente a prestação de serviços junto à comunidade e a produção e divulgação de conhecimento científico, mas também a capacitação de profissionais de saúde para a atuação junto ao paciente.

As atividades de produção do conhecimento científico são atreladas aos problemas do serviço e reciclam todos os programas que são desenvolvidos. Assim, os serviços geram dados para o desenvolvimento de pesquisas que, por sua vez, oferecem sustentação científica aos programas oferecidos pelo Cepae. Estas atividades de pesquisa são desenvolvidas em nível de iniciação científica e pós-graduação e têm gerado conhecimento nas áreas de odontologia, psicologia, fonoaudiologia e nutrição. Além disso, a equipe mantém uma rotina de reuniões para estudo e discussão de casos clínicos e de textos científicos, com o objetivo de reciclar os conhecimentos e estimular a realização de pesquisa e a prática da leitura e análise crítica de artigos.

Todas as atividades de serviço e pesquisa desenvolvidas no Cepae são sistematicamente avaliadas e, com base nos resultados desta análise, procede-se a necessária reestruturação no serviço, implantando programas e/ou adequando aqueles que já estão em andamento. Os resultados destas avaliações subsidiaram não somente a implantação de novas frentes de atuação como, também, mudanças relativas ao ingresso do paciente nos programas oferecidos pelo Cepae. Na época de sua implantação, aceitava-se a inscrição de crianças com até 36 meses de idade. Ano a ano, a idade limite foi sendo diminuída, com o objetivo de atuar de forma mais precoce possível para a prevenção dos problemas bucais. Assim, atualmente, para ser paciente do Cepae, a criança é inserida ainda no período gestacional e permanece no programa até completar 5 anos de idade. Esta reestruturação permitiu a elaboração de programas voltados à gestante e à puérpera, com a finalidade de contribuir para a instalação e manutenção da prática do aleitamento materno, que é fundamental para a promoção da saúde da criança.

Ao longo destes anos de funcionamento, dezenas de profissionais e estudantes tiveram a oportunidade de integrar a equipe do Cepae, recebendo orientação e treinamento para a atuação interdisciplinar, com vista à prevenção precoce. A cada ano, a equipe se completa com cerca de 40 profissionais das 4 áreas de saúde (odontologia, psicologia, nutrição e fonoaudiologia), que permanecem por, no mínimo, um ano, num total de 8 horas semanais, o que equivale a 360 horas/ano.

 

Programas

Programas Cepae


INSCRIÇÃO GESTANTES

O Cepae aceita inscrições de gestantes, em qualquer período de gestação, de preferência antes do 6º mês, para que haja tempo para a participação no Programa antes da criança nascer. Não é aceita a inscrição de crianças já nascidas, exceto em se tratando de criança com necessidade especial.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira das 09:00 às 11:00 e das 14:30 às 16:30, pelo telefone (019) 2106-5275 ou pessoalmente no Cepae-FOP-Unicamp.

Ao fazer a inscrição, a gestante recebe breves informações sobre o Programa e é agendada para a sua primeira visita ao Capae.

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POG - PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO À GESTANTE

O Programa de Atenção Precoce à Saúde está voltado para o atendimento de crianças de 0 a 5 anos de idade e é iniciado ainda no período pré-natal, através do Programa de Orientação à Gestante (POG). A participação no POG é pré-requisito para que a criança receba o atendimento odontológico até cinco anos de idade.

A gestante deve participar de duas reuniões, em datas e horários que serão agendados no momento da inscrição.

Os temas abordados na palestra do POG referem-se à: importância do aleitamento materno, prevenção e tratamento de problemas de mama, conseqüências dos hábitos de sucção (chupeta e mamadeira) para o desenvolvimento orofacial, prevenção e controle dos episódios de cólica e preparo psicológico da gestante para o parto e pós-parto. Nas oficinas, abordam-se aspectos do parto e pós-parto relacionados à mãe e os cuidados com o bebê, tais como o banho, o cuidado com o coto umbilical, etc.

Neste encontro, a gestante recebe orientação para informar o Cepae sobre o nascimento do bebê, no máximo, dez dias após o parto, para que ela seja agendada para a sua participação na segunda etapa do Programa.

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GIAME - GRUPO DE INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO

No período pós-parto a mãe pode sentir-se insegura em relação ao aleitamento e, portanto, ficar vulnerável à influência de familiares, amigos e, até mesmo, de profissionais de saúde despreparados para lidar com esta questão, fato que pode estar relacionado com o baixo índice de aleitamento materno exclusivo observado aos 6 meses de vida da criança.

Frente a esta situação, a coordenação do Cepae desenvolveu um programa que tem por finalidade auxiliar a mãe a enfrentar as dificuldades relacionadas aos cuidados com a criança, especialmente referentes ao aleitamento materno e, com isso, contribuir para o aumento dos índices desta prática na população assistida.

Assim, após o nascimento da criança, a mãe comunica-se com o Cepae e é agendada para o primeiro encontro do GIAME, que ocorre por volta do décimo quinto dia do pós-parto.

O GIAME é baseado em nove encontros, que ocorrem nos primeiros seis meses de vida da criança. Cada encontro é conduzido por uma equipe interdisciplinar, composta por dentista, fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo.

A cada encontro, os profissionais estimulam as mães a relatar suas dúvidas, dificuldades e sucessos em relação à amamentação. Outros temas relevantes a esta etapa da vida da díade mãe-criança também são abordados, tais como: aspectos psicológicos do pós-parto, alimentação da mãe-nutriz, leis de proteção ao aleitamento materno, uso de chupeta e mamadeira, introdução adequada de alimentos, manejo da cólica, organização da rotina da criança, prevenção de doenças bucais, entre outros.

Além deste apoio informacional, feito por meio das conversas e das palestras educativas, a cada encontro é oferecido apoio instrumental, por meio de atendimentos individuais, que têm por finalidade auxiliar a mãe em relação a dificuldades específicas, tais como, fissura mamilar, ingurgitamento mamário, problemas de pega e posição de mamada.
A equipe do GIAME incentiva a mãe a amamentar de forma exclusiva, até o sexto mês de vida, sem a introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança.

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INSCRIÇÃO PNE
PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS)

Crianças com necessidades especiais (deficiências motoras, sensoriais e mentais: cardiopatias, fissuras labiais ou palatinas, síndromes, paralisia cerebral, etc.) podem ser pacientes do Cepae, desde que sejam inscritas com, no máximo, 12 meses de idade.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira das 09:00 às 11:00 e das 14:30 às 16:30, pelo telefone (019) 2106-5275 ou pessoalmente no Cepae-FOP-Unicamp.

Ao fazer a inscrição, a mãe recebe breves informações sobre o Programa e é agendada para a sua primeira visita ao Capae.

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PROGRAMA DE ATENÇÃO AO PACIENTE COM NECESSIDADES ESPECIAIS (PNE)

Este programa é destinado aos Pacientes com Necessidades Especiais (PNE) (deficiências motoras, sensoriais e mentais: cardiopatias, fissuras labiais ou palatinas, síndromes, paralisia cerebral, etc.), e tem como objetivos a prevenção e o tratamento de problemas orais e, consequentemente, de problemas de ordem sistêmica, por meio da instalação de hábitos de higiene e de dieta adequados.

Crianças com necessidades especiais podem ser inscritas no programa até antes de completar 12 meses de idade. Dependendo da idade da criança e da maneira como está sendo alimentada (aleitamento materno e/ou artificial), a criança é inserida no GIAME ou no ATC, após a mãe ter recebido informações básicas sobre controle de dieta e higiene oral por meio de um encontro conduzido pela equipe interdisciplinar.

Assim como acontece com as crianças que não apresentam necessidades especiais e que, portanto, iniciaram a participação no Programa ainda durante o período gestacional, as crianças deste grupo são acompanhadas a cada dois meses e recebem alta do programa ao completar 5 (cinco) anos de idade, passando por todos os programas oferecidos regularmente pelo Cepae.

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ATC - ATENDIMENTO DE TRANSIÇÃO PARA A CLÍNICA

A partir dos seis meses de idade, ou seja, após o encerramento de sua participação no GIAME, o paciente inicia sua participação no terceiro estágio do Programa, denominado Atendimento de Transição para a Clínica (ATC).

No ATC, o paciente é examinado mensalmente, em consultas individuais, até completar doze meses de idade. Nestas sessões, participam uma dentista e mais um profissional da equipe interdisciplinar (fonoaudióloga, nutricionista ou psicóloga). O momento em que cada um destes profissionais atua durante estes seis meses é planejado de forma a oferecer à díade as informações pertinentes a cada fase de desenvolvimento da criança.

Durante estes três primeiros estágios do Programa (POG, GIAME e ATC), a equipe oferece informações e apoio técnico para que a mãe possa enfrentar as dificuldades inerentes ao período gestacional e ao primeiro ano de vida da criança. Estas são as fases mais críticas para o desenvolvimento de hábitos corretos de alimentação e de higiene e para a instalação de condutas comportamentais adequadas ao desenvolvimento da criança, que pode ser conseguida por meio do estabelecimento de uma rotina de atividades diárias, que inclui horários mais ou menos fixos para a alimentação, o sono e as práticas de higiene.

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ATENDIMENTO REGULAR

Após completar doze meses de idade, o paciente passa a ser avaliado bimensalmente por um cirurgião-dentista da equipe. A cada visita, investiga-se a quantidade de biofilme aderido ao dente, avalia-se o conteúdo e a natureza da dieta, realiza-se o treino de higiene bucal e oferecem-se orientações sobre alimentação e sobre hábitos (chupeta e mamadeira). Cada consulta demanda cerca de 60 minutos e envolve diretamente o cirurgião–dentista e o seu supervisor (um cirurgião-dentista mais experiente por estar na equipe há mais tempo), além de contar com a participação dos demais profissionais das áreas de fonoaudiologia, nutrição e psicologia, que oferecem suporte à equipe odontológica e atuam diretamente com as famílias.

Ao chegar para o atendimento, a díade é encaminhada por um dentista e um nutricionista para a “Sala de Anamnese e Antropometria”, onde há computadores para o registro dos dados coletados na consulta e instrumentos para avaliação do desenvolvimento físico da criança (Avaliação Antropométrica). Após esta avaliação, os profissionais entrevistam a mãe a fim de investigar os dados referentes ao conteúdo, à consistência, à freqüência e à forma de oferecimento dos alimentos consumidos pela criança. Neste momento, são disponibilizadas as informações relativas à dieta, pertinentes à faixa etária da criança. A avaliação antropométrica é realizada ao longo de todo o Programa, sendo que os dados de peso e altura são inseridos numa curva de crescimento. Estes dados, junto com as informações nutricionais da criança, propiciam à equipe realizar as orientações necessárias para a manutenção da criança num ritmo ideal de crescimento. Crianças com alterações nutricionais (sobre-peso, obesidade ou desnutrição) recebem atenção diferenciada, em consultas com o nutricionista da equipe e são acompanhadas até que atinjam o peso ideal e deixem de pertencer ao grupo de risco.

Em seguida, a díade é conduzida à “Sala de Atendimento Regular” para a avaliação da saúde oral da criança. Após exame clínico minucioso, conduzido por um cirurgião-dentista (que investiga a presença de lesões de cárie, alterações oclusais e alterações da normalidade dos tecidos moles) e por um fonoaudiólogo (que, concomitantemente, observa a fala, a deglutição e a respiração, além de outras possíveis alterações), realiza-se a evidenciação de placa bacteriana. A mãe, então, é orientada sobre como atuar de forma mais eficiente na higiene oral da criança e passa por treino da técnica de escovação e do uso de fio dental. Terminada a higiene feita pela mãe, o dentista remove os remanescentes de placa bacteriana e realiza a aplicação tópica de flúor, quando necessário. A fonoaudióloga também investiga a presença de hábitos de chupeta e mamadeira e oferece as orientações necessárias para sua interrupção. Um psicólogo acompanha o atendimento e oferece suporte à equipe, no sentido de melhorar o seu desempenho em relação ao manejo do comportamento da criança e, também, a adesão da mãe às informações oferecidas.

Todos os comportamentos de saúde emitidos pela mãe e pela criança são valorizados pela equipe, na tentativa de manter a ocorrência destes comportamentos.
Esta rotina mantém-se inalterada até que a criança complete quatro anos de idade, exceto quando ocorre alguma alteração da normalidade que requeira intervenção curativa (cárie, traumatismos dentários, maloclusão, etc.). Embora mantendo a mesma estrutura, a cada consulta a equipe procura variar o conteúdo das informações oferecidas, adequando-as às diversas faixas etárias e às necessidades de cada momento.

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AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA E ORTODÔNTICA

No mês em que a criança completa 42 meses de idade (3 anos e meio), ela é agendada para uma avaliação fonoaudiológica e ortodôntica.

Nesta sessão, a criança é avaliada por um fonoaudiólogo e um dentista da equipe e são oferecidas as orientações necessárias à mãe no sentido de prevenir ou interceptar problemas de fala, deglutição, respiração, mastigação e oclusão. As crianças são encaminhadas para a tomada de radiografia Panorâmica (para avaliação das estruturas ósseas e dentárias, o que auxilia no diagnóstico) e oclusal (para investigação de alterações radiculares dos dentes antero-superiores que podem estar presentes e não apresentar manifestações clínicas, que foram ocasionadas por traumatismos).

Ao passar por esta avaliação e ser constatada a presença de hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira, a mãe é convidada a participar do “Programa de Remoção de Hábitos Orais” (PRHO) e, já nesta sessão, recebe informações sobre como proceder para auxiliar a criança a interromper o hábito.

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PRHO - PROGRAMA DE REMOÇÃO DE HÁBITOS ORAIS

Ao passar pela Avaliação Fonoaudiológica e ortodôntica e ser constatada a presença de hábitos de sucção de chupeta e/ou mamadeira, a mãe é convidada a participar do “Programa de Remoção de Hábitos Orais” (PRHO) e, já nesta sessão, recebe informações sobre como proceder para auxiliar a criança a interromper o hábito.

O programa consiste em 6 contatos telefônicos com a mãe, com intervalo mensal, para oferecer apoio informativo e emocional, até a interrupção do hábito. Veja algumas das dicas oferecidas para as mães para interrupção do hábito de sucção de dedo, chupeta e mamadeira.

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ATENDIMENTO DIFERENCIADO

Após completar cinco anos, as crianças participantes do Programa de Atenção Precoce à Saúde do Cepae, recebem alta e são encaminhadas para outros serviços de saúde, oferecidos pela própria Faculdade ou pelo Serviço Odontológico Municipal. Dependendo da condição socioeconômica, algumas crianças são atendidas em consultórios particulares. Diferente do que ocorria no Cepae, na maioria destes serviços é regra a permanência da mãe na sala de espera durante as consultas da criança. Este fato, segundo relato das mães, gerava problemas comportamentais nas crianças, que estavam habituadas a ter a mãe presente em todas as consultas do Cepae.

Por este motivo, foi desenvolvido o Atendimento Diferenciado, que tem por objetivo preparar a criança para a alta, ou seja, treiná-la para que ela possa participar da situação odontológica sem a presença da mãe e sentindo-se segura. Além disso, esta atividade cria a oportunidade da criança receber treinamento e orientação sobre higiene oral e controle de dieta, tornando-a um agente responsável por sua própria saúde.

Assim, ao completar 4 anos de idade, a criança inicia o processo de separação da mãe durante a consulta do tratamento odontológico. Entretanto, esta atividade é realizada num ambiente com o qual ela está familiarizada, contribuindo para que a criança se sinta segura e confiante.

Na primeira consulta após seu aniversário de 4 anos, a criança é convidada a entrar na sala de consulta sem a presença da mãe. A dentista inicia o atendimento contando uma estória, com o objetivo de mostrar a importância da higiene bucal e de uma adequada alimentação. Em seguida, sob a orientação da dentista, a criança treina a técnica de escovação e de uso do fio dental, primeiro em manequim e depois em sua própria boca. Ao final, participa de uma atividade lúdica, com brinquedos referentes aos assuntos abordados. A mãe recebe a informação de que, a partir desta sessão, ela deverá incentivar a criança a realizar a própria higiene bucal, sempre sob sua supervisão. Entretanto, a última escovação do dia e o uso do fio dental ainda deverão ser realizados pela mãe.

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ATENDIMENTO NUTRICIONAL E / OU PSICOLÓGICO

Encaminhamento para o psicólogo

Realiza-se encaminhamento para a Equipe de psicólogos nos seguintes casos: pacientes com problemas de comportamento em casa ou durante o atendimento odontológico; pais que demonstram dificuldades com o manejo do comportamento da criança; pais que não aderem às orientações oferecidas pela Equipe do Cepae, etc. O atendimento é conduzido de maneira individual para que o profissional possa oferecer atenção específica e contínua para a díade mãe-filho e para a dentista responsável pelo atendimento da criança. As crianças que apresentam alterações de comportamento poderão passar por sessões de condicionamento, conduzidas pelo dentista e pelo psicólogo.

Encaminhamento para a nutricionista

Realiza-se encaminhamento para a Equipe de nutricionistas nos seguintes casos: mães com dificuldades na amamentação; mães com dúvidas em relação à introdução de alimentos durante o processo de desmame; crianças com anemia, desnutrição, sobrepeso, obesidade, e outras alterações. O objetivo é o atendimento integral da criança e, nestas situações, a nutricionista pode criar cardápios e dietas específicas além de oferecer apoio para a orientação do dentista nas consultas seguintes da criança.

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ATENDIMENTO DE APOIO À CLINICA

O Cepae mantém um serviço de atendimento de urgência (traumatismo dental, cárie, etc.) que oferece orientações preventivas e práticas curativas. O objetivo deste atendimento é a remoção de dor e a interrupção do processo inflamatório. Este atendimento é destinado a crianças com idade máxima de 36 meses, que não são pacientes regulares do Cepae.

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