Entre os dias 29 de junho e 3 de julho, a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp esteve representada no evento “Vivência Ubuntu para Acolhedores – sobre Educação Antirracista” pela servidora Cristiane Patrícia Eleutério, integrante do Projeto Acolhe FOP. A atividade foi promovida pela Escola de Educação Corporativa da Unicamp (Educorp).
A iniciativa reuniu profissionais técnicos e docentes com o objetivo central de conscientizar sobre a urgência do enfrentamento ao racismo estrutural e institucional e fomentar práticas mais inclusivas na comunidade universitária e na sociedade.
A formação integrou representantes de diversos setores da Unicamp, promovendo debates que abordaram o diagnóstico das relações raciais e experiências em acolhimento. A mobilização para o curso contou com o apoio essencial do Grupo Uhayele de Estudos e Pesquisas em Equidade Social, Racial e de Gênero, em articulação com a Diretoria de Recursos Humanos do Hospital das Clínicas e a Comissão Assessora de Diversidade Étnico-Racial (Cader).
Durante o encontro, um dos principais destaques foi a aplicação de uma metodologia participativa, que utilizou diálogos e oficinas como ferramentas de diagnóstico e transformação. O referencial teórico adotado foi a abordagem dos ” 4Rs da Educação Antirracista (Reconhecer, Romper, Resistir e Reparar)”, desenvolvida pela Professora Débora de Souza Santos, da Faculdade de Enfermagem da Unicamp e coordenadora da Cader, que serviu como subsídio técnico para que os participantes identificassem fragilidades estruturais e oportunidades de melhoria no ambiente institucional.
De acordo com Cristiane, os blocos de discussão abordaram de forma aprofundada as diversas manifestações do racismo que permeiam a vida cotidiana no Brasil e no mundo. A educação antirracista usada como ferramenta para desconstrução de manifestações de racismo reafirma sua importância como agente social transformador dentro do ambiente universitário, reforça a servidora.
Segundo a Cristiane, com esta participação, a FOP reafirma o seu papel ativo na articulação interna e na cooperação interinstitucional, unindo a representação técnica e acadêmica às demandas urgentes de equidade que impactam diretamente o futuro da comunidade local e a construção de um ambiente universitário antirracista.

